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Ministra Tereza Cristina destaca segurança da aviação agrícola em audiência na Câmara

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“(…) Que é muito segura. Diga-se de passagem, ela (a aplicação aérea) é muito segura, desde que seja bem-feita.” A fala da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, foi durante a audiência pública conjunta das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Defesa do Consumidor, e de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. A movimentação ocorreu na terça-feira (dia 9) e foram mais de cinco horas de sessão (das 14h19 até as 19h44), onde Tereza Cristina falou sobre segurança alimentar, fiscalização e processos de liberação de defensivos e rebateu diversos mitos.

Tereza Cristina abriu falando sobre cenários e desafios de mercado, produção e sanidade das lavouras e respondeu a diversos questionamentos dos parlamentares – Foto: Guilherme Martimon/Mapa

    A sessão foi proposta pelos deputados Camilo Capiberibe (PSB/AP) e Célio Moura (PT/TO) – a quem a ministra respondeu sobre a segurança do setor aeroagrícola. Tereza Cristina falou sobre a importância das boas práticas para prevenir intoxicações, que são predominantes entre pequenos agricultores, destacou a importância das novas moléculas para garantir inclusive a segurança ambiental e ressaltou que boa parte dos produtos aprovados este ano pelo Mapa – depois de terem recebido sinal verde também do Ministério do meio Ambiente e da Anvisa – foram de produtos genéricos de moléculas já em uso (pelo fim do prazo de royalties).

SEGURANÇA E SUSTENTABILIDADE

   Tereza Cristina abriu a audiência falando sobre a segurança atestada pelo mercado internacional nos produtos do campo brasileiro e lembrou o quanto outros países seguidamente utilizados como referência de saúde e longevidade acabam tendo que usar mais agroquímicos que o Brasil para produzir. “O Japão, por exemplo, precisa investe 100 dólares por hectare em defensivos para ter apenas uma safra por ano. Enquanto isso no Brasil são utilizados 10 dólares por hectare em produtos e o valor ainda está diminuindo”.

   A ministra detalhou dados de preservação ambiental no setor primário do País, entre os maiores índices do mundo, e destacou projetos da pasta para melhorar as condições de segurança e produção dos pequenos agricultores, além de iniciativas para aumentar o rigor da fiscalização sobre a sanidade dos produtos e das lavouras. Ela ainda abordou o Plano Safra 2019/2020, financiamentos e outros temas.

   Tereza Cristina respondeu de maneira consistente a uma série de questionamento dos parlamentares, que foram de preservação ambiental até o papel do Brasil no mercado mundial de alimentos, passando por políticas para os índios e produtores assentados. E destacou o grande desafio do setor: “O Brasil se comprometeu a reduzir em 40% as emissões até 2030, enquanto a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) disse que nós precisamos ampliar em 50% a nossa produção até 2050 para suprir a alimentação do mundo, com o aumento populacional previsto”.

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