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Sindag chama operadores a se mobilizarem pelo setor arrozeiro

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      O Sindag estará presente e apoiando amanhã a Assembleia Geral dos Produtores de Arroz do RS e SC, que vai ocorrer na cidade gaúcha de Restinga Seca. A ação faz parte do movimento Te Mexe Arrozeiro, que reúne produtores e toda a cadeia produtiva do arroz contra a falta de uma política para o setor. São esperadas entre 3 mil e 4 mil pessoas no encontro, que ocorrerá a partir das 8 horas, no Centro de Eventos do Município.

      O sindicato aeroagrícola está chamando também todos os operadores que possam se deslocar ao evento, para que se façam presentes. São esperados rizicultores de todo o Estado e pelo menos 12 ônibus deverão se deslocar de Santa Catarina para o encontro, além de alguns produtores do Paraná. Diversas excursões estão sendo organizadas com apoio de cooperativas, associações de produtores e sindicatos rurais e de trabalhadores rurais.

PAUTA

      O objetivo é discutir uma pauta de reivindicações que abrange desde a renegociação das dívidas arrozeiras a longo prazo e condições efetivas de quitação, além do ajuste dos preços mínimos à realidade dos custos de produção, até o livre comércio no Mercosul de insumos (fertilizantes e defensivos permitidos no Brasil) sem incidência de tributos e a aplicação da Lei Goergen, que determina a fiscalização de insumos proibidos, resíduos e contaminantes no arroz importado. Entre vários outros itens.

      A ideia é incluir tudo em uma Carta Aberta e montar uma comissão para tratar do tema junto aos governos e instituições. O setor está elevando o tom devido a diversos problemas que estão principalmente fazendo com que o preço do arroz no mercado praticamente não cubra mais o custo de produção. Como por exemplo a entrada no País de arroz importado mais barato e sem o devido controle sanitário e de qualidade, juros abusivos nos contratos de financiamento feitos pelo setor industrial e uma guerra fiscal entre os Estados que privilegia justamente o produto importado.

APOIO AEROAGRÍCOLA

Isso somado ainda aos aumentos de energia elétrica, combustíveis e outros insumos para a produção. Situação que fez a própria Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) denunciar as causas do desequilíbrio ao Ministério Público. O movimento tem apoio também da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

      No caso da aviação agrícola, a ligação é umbilical, já que o Rio Grande do Sul tem a segunda maior frota do Brasil, com mais de 400 aviões registados, e boa parte dessa frota atua na lavoura do arroz. Parceria, aliás, que tem sido essencial para os níveis de produtividade, qualidade e sanidade da cultura. Só o RS é responsável por entre 70% e 80% do arroz irrigado produzido no País e toda essa produção chega com índice zero de resíduos químicos aos consumidores.

      O presidente do Sindag, Júlio Augusto Kämpf, já havia manifestado ao presidente da Federarroz, Henrique Dorneles, apoio aos produtores do Sul do País em sua luta. Além disso, no último dia 22 o diretor Marcos Camargo representou o sindicato na reunião da Associação dos Arrozeiros de Alegrete, reforçando o compromisso (veja o vídeo abaixo).

      Além do encontro em Restinga Seca, Sindag também terá presença ampliada na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, dias 21 a 23 de fevereiro, na Estação Experimental do Irga em Cachoeirinha/RS.

Publicado por Dariano Moraes em Sábado, 27 de janeiro de 2018