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Aeroagrícolas e empresa de energia testam marcadores de linha na Austrália

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   A Associação de Aplicadores Aéreos da Austrália (AAAA) e a distribuidora de energia Essential Energy estão realizando testes com sinalização de linhas de alta tensão e áreas de aviação agrícola no norte país. A intenção é chegar ao modelo que torne os obstáculos o mais visíveis  possível para minimizar os riscos de acidentes aéreos. Segundo a companhia, estão sendo avaliados diferentes marcadores coloridos e opções de espaçamento entre eles. O trabalho servirá para atualizar a regra do Padrão Australiano (AS 3891-2) para marcação permanente e temporária de linhas de energia.

   A notícia foi veiculada no início do mês no semanário Nyngan Observer, da cidade de Nyngan, província de Nova Gales do Sul (veja AQUI).

   Segundo o diretor executivo da AAAA, Phil Hurst: “A marcação da linha de energia é uma medida prática e econômica, agora disponível para qualquer proprietário rural ou operador aeroagrícola.” Lá, a colocação dos marcadores sobre áreas privadas é feita a pedido do proprietário, que arca com os custos – nesse caso, um valor reduzido e com pagamento facilitado.

   Além disso, a companhia fornece gratuitamente os mapas de suas linhas mediante solicitação via internet.

BRASIL

   No Brasil, a segurança dos pilotos agrícolas em operações próximos a redes de alta tensão esteve na pauta de uma reunião ocorrida em março, entre o Sindag e o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pelotas/RS. O sindicato aeroagrícola foi representado no encontro pelo empresário Alan Sejer Poulsen, que conversou com a procuradora local do MPT, Rubia Vanessa Canabarro. Ela chamou o Sindag para entender as rotinas das operações em áreas com redes elétricas e como se poderia aumentar a segurança das operações.

   Poulsen esclareceu à procuradora como funcionam as operações e quais os procedimentos de segurança seguidos pelos pilotos e operadores. Poulsen ressaltou que há anos o sindicato aeroagrícola defende a instalação esferas de sinalização nas redes em áreas rurais. Segundo a entidade, a estimativa é de que em todo Brasil existam cerca de 30 mil quilômetros de redes de energia sobre áreas de lavouras.

   A expectativa é de que o encontro entre o Sindag e o MPT ainda deva resultar em uma nova audiência, dessa vez, uma mesa redonda envolvendo Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), distribuidoras de energia e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).