Imprensa

Após conversa com entidades agrícolas, escola de samba muda o nome de ala

/ /

Depois de meses da polêmica junto às entidades do agronegócio, gerada pelo samba enredo deste ano, a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense trocou o nome de uma de suas alas de Os Fazendeiros e seus Agrotóxicos para Uso Indevido de Agrotóxicos. A escola será a terceira a entrar na avenida, já na madrugada da segunda-feira, dia 27 (à 0h10min), no desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro e tem como enredo Xingu, o clamor que vem da floresta.

A alteração no nome da ala foi anunciada pelo presidente da Imperatriz, Luiz Pacheco Drumond, durante a visita de comitiva de representantes da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) à escola (foto), na última terça (21). Segundo o presidente eleito da SRB, Marcelo Vieira, o objetivo do encontro foi ampliar o diálogo sobre o melhor caminho para esclarecer percepções generalizantes sobre o setor agropecuário.

CANAL

Drumond disse que não houve intenção de agredir o setor e revelou que ele próprio é um fazendeiro. “Não faria nenhum sentido exaltarmos o homem do campo, como fizemos no ano passado, e depois falarmos mal desse trabalho”, comentou. Já Vieira acrescentou que o episódio criou uma oportunidade de que se abrisse um canal de diálogo com a sociedade para desmistificar o trabalho realizado por milhares de agricultores no país. “Nossas posições não são conflitantes, pelo contrário. O agronegócio é uma atividade moderna e responsável, como o Carnaval”, completou.

Apesar da questão ecológica e da defesa das nações indígenas, a abordagem do samba enredo da Imperatriz acabou impondo de maneira generalista uma imagem negativa ao agronegócio brasileiro, principalmente pela denominação de uma de suas principais alas. O fato acabou gerando manifestações fortes de diversas entidades do setor primário – inclusive do Sindag (reveja AQUI a nota de repúdio), que há anos colocam as boas práticas de produção como foco central em suas ações.

Para o produtor rural e diretor da SRB, João Adrien, “o tema nos ajudou a abrir um canal para trazer a público as transformações sofridas pelo agronegócio nos últimos anos.”

Clique AQUI para ver a matéria no site da SRB

Foto: Sociedade Rural Brasileira