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Artigo aponta a discrepância ente realidade e preconceito contra o setor nos EUA

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O artigo de Anna Morrison publicado no último dia 30, no jornal The Register Guard, da cidade de Eugene, Oregon, dá uma mostra como a discrepância entre os fatos reais e o preconceito nos argumentos usados conta a aviação agrícola não são “privilégio” do Brasil. Anna, que integrou o Conselho de Comissários do Condado de Lane (um colegiado do poder Executivo regional) de 1999 a 2007, rebateu outro artigo publicado uma semana antes, onde o sócio de uma empresa de cultivo de produtos orgânicos, Shawn Donnille. Este,
resumidamente, alegou que o Estado de Oregon (onde vivem) precisaria criar leis mais severas contra a pulverização aérea devido ao problema de deriva em pinheirais próximos, o que estaria causando prejuízos de centenas de milhares de dólares em sua produção.

Anna manifestou o quão espantoso e decepcionante é ver um empresário usar o espaço no jornal para espalhar medo fazendo uso de mentiras. A ex-comissária regional destacou que a regulamentação do Oregon sobre o uso de defensivos é fundamentada em dados científicos, investigações, pesquisas sobre saúde pública e ensaios práticos.

“O que Donnile chama de negação das agências reguladoras sobre derivas eu chamo de fatos, especialmente nas aplicações florestais”, alfinetou, lembrando que entre 2001 e 2015 o Departamento de Agricultura do Oregon abriu processos em apenas 11 de milhares de queixas sobre aplicação de defensivos em silvicultura.

Detalhe: Mesmo com todo o aparado de investigação à disposição (a própria legislação sobre defensivos no Estado multiplicou os recursos governamentais em fiscais e laboratórios para investigação de contaminações) e os pesados prejuízos alegados com a deriva alheia, o produtor orgânico não apresentou queixa às autoridades.

“Se ele realmente perdeu centenas de milhares de dólares por causa da deriva ilegal, é imperativo que ele apresentar queixas oportunas. O Departamento de Agricultura tem um programa regulador robusto para tratar queixas de pesticidas e um histórico de execução. É responsabilidade da Donnille fazer uma reclamação se suspeita de uso indevido.”

Para deixar ainda mais claro o contrassenso do primeiro artigo, a autora também lembrou que os produtos orgânicos também utilizam defensivos, embora derivados de produtos naturais, mas muitas vezes menos seguros que os produtos sintéticos usados na agricultura convencional.

A Lei de Defensivos do Oregon estabeleceu uma zona de exclusão de 60 pés (equivalente a pouco mais de 20 METROS) de moradias e escolas para aplicações em silvicultura. Também aumentou o rigor para o licenciamento ambiental e treinamento dos aplicadores e as penalidades para violações. A legislação também forneceu ao Departamento de Agricultura do Oregon fundos para quase o dobro do pessoal e para incrementar os laboratórios da sua Divisão de Investigação de Pesticidas.

“Donnille defende maiores zonas de exclusão de aplicações. Seriam 100 pés (30,5 metros) suficientes? Talvez um quarto de milha (400 metros)? Por que não cinco milhas (8 quilômetros)? Nenhum tamanho de buffer vai torná-lo mais ilegal do que já é para permitir que o pesticida a deriva fora do local.”

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