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Artigo em ZH: Demagogia contra a vida

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O jornal Zero Hora,de Porto Alegre/RS, traz nesta quinta-feira um artigo do presidente do SINDAG, Júlio Kämpf, rebatendo de forma veemente o deputado estadual Edegar Pretto (PT), autor de um projeto de lei que pretende proibir a pulverização aérea no Estado. O parlamentar havia publicado na última terça, no mesmo jornal, um artigo defendendo sua posição com os mesmos argumentos infundados na justificativa da proposta que corre na Assembleia Legislativa.

Clique AQUI para ver o texto na edição onlline do jornal ou leia abaixo:

Demagogia contra a vida

É ridícula, demagógica e fere os próprios princípios de defesa ambiental e da saúde a proposta do deputado Edegar Pretto (PT) em proibir a pulverização aérea no Estado. O Projeto de Lei (PL) 263/14 mencionado pelo parlamentar no texto publicado em ZH na terça-feira é a síntese de uma retórica preconceituosa que prejudica o próprio debate em torno dos agrotóxicos.

O Brasil tem uma das melhores aviações agrícolas do mundo, que responde por menos de 25% das pulverizações no País e é a ferramenta mais qualificada, precisa e fiscalizada do campo. Os mesmos produtos usados por aviões são utilizados nos meios terrestres – até nos pulverizadores costais dos pequenos produtores, muitas vezes sem máscara e apenas de bermudas e chinelos no meio da lavoura.

Um avião agrícola não pode decolar sem ter um pátio de descontaminação (onde a aeronave é lavada e eventuais resíduos vão para tratamento), ter um engenheiro agrônomo responsável e pelo menos um técnico agrícola com especialização em operações aéreas presente em cada operação. Sem falar no piloto altamente qualificado. Nada disso vale para os meios terrestres.

Quanto à deriva (quando os produtos aplicados se deslocam da faixa aplicada) é um fenômeno que ocorre da mesma forma no meio aéreo quanto terrestre e é controlada na equação regulagem dos equipamentos x condições meteorológicas. Ponto para o avião, termina o trabalho antes das condições ideais mudarem.

O avião não leva embalagens para o meio da lavoura ou beira de rios. A própria pesquisa que recentemente revelou aumento nos casos de câncer no norte do Estado também apontou contaminados pelo manuseio inadequado de produtos – quando o avião voa, todos os envolvidos são técnicos e ninguém está no meio da lavoura. Além disso, cada operação gera relatórios completos (com mapas do DGPS), mensalmente enviados ao Ministério da Agricultura.

Sem falar que Brasil tem o único selo de qualidade ambiental do setor no mundo (que já abrange 60% da frota) e o SINDAG integra o Pacto Global da ONU pelos direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.