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As primeiras 100 horas do primeiro AT-602 a operar no País

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     A Pachu Aviação Agrícola, de Olímpia/SP, completou na última semana as primeiras 100 horas voadas com o primeiro avião AT-602 a operar no Brasil. Fabricado pela norte-americana Air Tractor, o aparelho chegou em novembro e, conforme o sócio-gerente da Pachu, Marcelo (China) Amaral, a compra do avião havia sido feita na última edição do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, ocorrido em agosto, em Maringá/PR. “Estamos muito contentes com ele”, ressalta o empresário, principalmente pela produtividade e desempenho do modelo.

AT-602: aparelho foi entregue em novembro à Pachu

     A Pachu opera também com outro Air Tractor, um AT-504, além de cinco Embraer Ipanema, modelo 202A. Amaral destaca que o AT-602 veio com um motor Pratt & Whitney PT6A-65AG de 1.295 hp, a pedido da Pachu. “De linha, ele vem normalmente com um motor de 1.000 hp. Isso nos deu ganho de desempenho em pistas mais curtas”, ressalta. O avião foi entregue pela DP Aviação, de Cachoeira do Sul/RS, representante da fabricante norte-americana.

     Para ilustrar o desempenho de sua nova aquisição, China destaca o comparativo com seu outro Air Tractor: “o AT-504 decola com 1,5 mil litros de fertilizante densidade 1.3 (dá cerca de 1,9 mil quilos de carga) em 1 mil metros de pista. O 602 decola cheio – 2,4 mil litros (3,1 mil quilos de fertilizantes) em 800 metros de pista. Além disso, não tem influência da temperatura do dia – em outros aviões, se o dia esquenta muito, é preciso diminuir um pouco a carga para aliviar o motor.

     “Em plena véspera de natal (dia 24) aplicamos fertilizantes em 1,5 mil hectares de lavoura até o meio-dia”, arremata o empresário.

      O AT-602 teve seu primerio voo em 1996 e curiosamente ainda não havia operadoo no Brasil. O segundo avião a operar or aqui deve ser entregue nos próximos dias. O modelo foi projetado uma faixa de operação que exija mais carga e velocidade que o AT-502, porém não tanto quanto o AT-802. Segundo seu projetista Leland Snow (fundador da Air Tractor, falecido em 2011), um de seus melhores aviões.

FROTA TURBOÉLICE CRESCEU 366%

     A frota de turboélices no Brasil cresceu 366% de 2008 a 2017, pulando de 66 para 308 aparelhos do tipo no período, segundo levantamento no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Anac. O índice é quase oito vezes os 46% de crescimento de toda a frota aeroagrícola nacional no período – de 1.447 aparelhos em 2008 para 2.115 em 2017. O número não considera ainda os pelo menos 50 turboélices que entraram no Brasil, segundo o diretor da DP Aviação, Diego Preuss.

MAIOR MERCADO AINDA É DA EMBRAER

     Apesar do incremento cada vez mais rápido entre os turboélices agrícolas, mais de 80 da frota ainda é de aviões a pistão. E 60% do mercado aeroagrícola é dominado pela Embraer – principalmente pelos modelos Ipanema a etanol. Além disso, os aviões menores são essenciais no País, tanto para áreas de menores extensões, quanto em situações específicas de relevo e culturas e pontos de apoio. Segundo a fabricante brasileira, vinte novos Ipanemas foram acrescentados à frota brasileira em 2018. 

Vanderson Cristofolo e Marcelo Amaral (Pachu) com Diego Preuss (DP Aviação)