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Autoridade de Aviação Civil da Nova Zelândia passa por reformulação em meio a crise institucional

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    Em meio a uma crise institucional, a Autoridade de Aviação Civil (CAA, na sigla em inglês) da Nova Zelândia deve passar por uma reformulação drástica, que inclui a extinção de 21 e a criação de outros 23 cargos de direção em seu organograma. O processo abrangeria ainda a criação de novos sistemas de controle interno, principalmente quanto ao desempenho das novas gerências e seus líderes. O motivo, segundo revelou o portal da Newshub (uma das principais redes jornalísticas do país) seria a ineficiência da CAA.

    Os próprios empresários do setor de helicópteros estão solicitando uma revisão também das regras que, segundo eles, têm mais de 30 anos e estariam em muitos casos obsoletas. O estopim da crise seriam as denúncias feitas por um funcionário da Agência, citando o “ambiente tóxico” dentro do órgão, junto com um relatório de mais de 20 casos de assédio moral e sexual nos últimos três anos.

    Na parte de segurança de voo, um dos casos mais lembrados para ilustrar o reflexo na aviação é o do acidente ocorrido em 2015, quando um helicóptero da empresa Alpine Adventures caiu na Geleira Fox (no sul do país) e matou o piloto e seis turistas ao fazer o voo panorâmico sob mau tempo. Segundo outros operadores, a empresa funcionava havia anos descumprindo regras de segurança e, apesar do problema ter sido apontado por fiscais, a CAA não tomou nenhuma atitude – o que tornou o acidente uma tragédia anunciada.   

Assunto foi parar no principal telejornal do país, que mostrou uma série de reportagens sobre o problema