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Aviação agrícola atua contra chamas em parceria com o ICMBio

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Depois de cinco dias de trabalhos na Chapada dos Guimarães, aviões devem ser deslocados para acompanhar brigadistas em socorro a Estados

A aviação agrícola esteve presente na última semana no combate às chamas na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, em uma ação com brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As operações aéreas ocorreram entre a quinta-feira e o sábado (dias 15 a 17) e os aviões ainda permaneceram no local até a segunda-feira (19) para dar apoio nas operações de rescaldo.

O trabalho é feito através de uma parceria com o ICMBio, que contrata empresas para dar apoio a brigadistas em terra na proteção dos ecossistemas das reservas federais. Ação que já se repete há cerca de 10 anos e deve ser expandida a partir dessa semana, com a determinação do Ministério do Meio Ambiente de que o apoio seja estendido a Estados que solicitarem socorro ao governo federal. O primeiro pedido de reforços veio de Rondônia, para onde o ICMBio está deslocando reforços para equipes em terra e onde técnicos avaliam pontos que podem ser usados como pista de pouso (espaços abertos, planos e de terreno firma com pelo menos 1,2 mil metros de faixa livre de obstáculos para aproximação e decolagem).

A partir daí os aviões que atendem o órgão federal poderão entrar nas operações. E, caso mais Estados solicitem apoio, ou mesmo ocorram mais focos em reservas da União, mais aeronaves podem ser incluídas nas operações, se necessário.

Atualmente, há também empresas aeroagrícolas com aviões de prontidão em São Paulo – caso sejam acionados para ações coordenadas com o Corpo de Bombeiros (atrás de convênio com a Defesa Civil), além de atenderem produtores rurais no Sudeste e Centro-Oeste em incêndios em lavouras. No Brasil, o combate a incêndios em vegetação é prerrogativa da aviação agrícola desde 1969 (pelo Decreto-Lei 917, de 8 de outubro daquele ano). E pelo menos 15 pilotos atuam contra as chamas todos os anos o Brasil.

Em casos extremos, a própria Força Aérea Brasileira conta com dois sistemas de tanques de alta capacidade de água, que são instalados em cargueiros Hércules C-130, convertidos daí em aviões bombeiros. Eles possivelmente também devem ser deslocados para a Amazônia.

 

COMO OCORRE UMA OPERAÇÃO AÉREA

Há pelo menos 10 anos a aviação agrícola atua regularmente na proteção a reservas federais – Foto: Americasul Aviação Agrícola

A principal função do avião no combate a incêndio é resfriar o local, diminuindo a intensidade do fogo e o deslocamento das chamas. O que permite às brigadas de incêndio entrarem na área para o combate “corpo a corpo” contra os focos. Essa é a maneira mais eficaz de evitar que o fogo retorne, já que, principalmente em grandes focos (em especial em áreas de floretas), é de perto que se faz a “sintonia fina” de não deixar nenhuma fagulha para trás (às vezes protegida sob pedras ou saliências em terreno ou troncos). Os pilotos também protegem as equipes em terra, no caso de alguma virada na situação, e é do solo que é feita toda a coordenação de lançamentos.

Aviões podem ser usados ainda com a missão de extinguir totalmente as chamas em caso de focos menores, em áreas de acesso impossível para equipes em solo. Ou caso o incêndio na vegetação tenha sido localizado ainda em seu início (quase sempre em um voo de reconhecimento). O combate às chamas é prerrogativa da aviação agrícola desde 1969 (pelo Decreto-Lei 917, de 8 de outubro daquele ano).   

Este ano, desde julho, aviões estão presentes também em casos de incêndios em lavouras – Vídeo: Aerotex Aviação Agrícola