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Aviação agrícola combate incêndio em reserva ambiental em São Paulo

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Além de quatro aviões agrícolas atuando desde segunda-feira em Rondônia (após terem combatido chamas na Chapada dos Guimarães/MT), outra aeronave utilizada em lavouras passou a ajudar os bombeiros nessa quinta (29), em uma reserva ambiental na região de Araçatuba/SP

Enquanto mantém há quatro dias uma frente de combate às chamas no Estado de Rondônia – depois de ter atuado cinco dias contra incêndios na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, a aviação agrícola brasileira começou nesta quinta-feira (29) a combater também um incêndio que se alastra em uma reserva ambiental no município de Castilho, no interior de São Paulo. Um avião Air Tractor AT-502B, da empresa Imagem Aviação Agrícola, deslocou-se de São José do Rio Preto para ajudar os bombeiros paulistas. Com capacidade para 1,9 mil litros de água, o avião passou a atuar em conjunto com um helicóptero Esquilo dos bombeiros, que leva 400 litros de água em cada lançamento.

Aeronave da associada do Sindag está operando em conjunto com o helicóptero dos bombeiros – Foto: Corpo de Bombeiros de São Paulo

Avião da Imagem está apoiando bombeiros em uma reserva no município paulista de Castilho – Foto: Rodrigo Fernandes/Imagem Aviação Agrícola

As duas aeronaves atuam em conjunto com as equipes em terra, onde o Corpo de Bombeiros tem cerca de 40 homens na operação, junto com viaturas autobomba tanque. Além disso, o avião também faz alguns lançamentos de água em pontos de difícil acesso para o pessoal no solo. A empresa Imagem é uma das associadas do Sindag que mantém convênio com o governo paulista para apoio em incêndios florestais.

Veja AQUI a matéria no portal G1

AMAZÔNIA

Outra associada, a Americasul Aeroagrícola, tem quatro AT-502B operando em parceria com os bombeiros de Rondônia e a Força Aérea Brasileira. Até essa quarta-feira (28) eles combateram focos de incêndio em um raio de 80 quilômetros da capital, Porto Velho. Nessa quinta, o grupo foi transferido para uma base na cidade de Machadinho do Oeste, a cerca de 200 quilômetros a leste. A Americasul atua em convênio com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e tem mais quatro aviões de sobreaviso, caso necessite de reforço na Amazônia.

O combate às chamas é prerrogativa da aviação agrícola desde 1969 (pelo Decreto-Lei 917, de 8 de outubro daquele ano). O Brasil tem a segunda maior frota de aviação agrícola do mundo e diversos pilotos agrícolas atuam todos os anos nas temporadas de incêndios pelo País. O assunto foi tema de uma reportagem especial da edição nº 3 (março a maio) da revista Aviação Agrícola, do instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) – páginas 24 a 33, clique AQUI para ver.