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Aviação agrícola e ambientalismo

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Quando qualquer atividade humana é vista como contrária ao habitat e mesmo o desenvolvimento sustentável não é tolerado, o ambientalismo dá lugar ao fundamentalismo. Essa é a análise do assessor jurídico da Federação Argentina das Câmaras Agroaéreas (Fearca), Gustavo Marón, em um artigo publicado este mês no jornal Los Andes, de Mendonza, na Argentina (um dos mais tradicionais do país). O texto de Marón tem como pano de fundo a polêmica envolvendo ambientalistas (ou fundamentalistas) contra as operações aeroagrícolas que em novembro salvaram a produção vitivinícola do Vale do Uco, na província de Mendoza, aos pés da Cordilheira dos Andes, de uma infestação do inseto traça da uva – Lobesia botrana (foto).

Nas operações foram utilizados biológicos e químicos de baixa toxicidade, mas, mesmo assim, setor aeroagrícola, o Instituto de Sanidade e Qualidade Agropecuária de Mendoza (Iscamen) e o próprio Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) tiveram antes que enfrentar uma ação na Justiça, interposta pela ONG Oikos, que queria a suspensão dos serviços porque “não havia garantias de que os produtos funcionariam e não apresentariam danos ambientais”.

A ação foi rejeitada pelo o juiz Carlos Dalla Torre, que considerou que o trabalho dos órgãos governamentais atendia as condições de eficácia e segurança ambiental. O advogado da Fearca chamou a atenção para o fato de que em Mendoza o Em Mendoza, o ambiente é natural e cultural, já que cem gerações de fazendeiros criaram três oásis, onde naturalmente deveria haver apenas deserto. 

“Nosso ambiente real é formado por montanhas, geleiras e rios, mas também pelas culturas que sustentam o desenvolvimento econômico e social da província”, conclui Marón, lembrando ainda que a própria traça da uva não pode ficar de fora dessa equação ambiental.

Clique AQUI para ler o artigo de Gustavo Marón no jornal Los Andes…

… e AQUI para relembrar o caso envolvendo a ação rejeitada pelo juiz Carlos Dalla Torre