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Aviação agrícola e fazedora de chuva da Tailândia ajuda o Sri Lanka

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    O governo do Sri Lanka está apostando no apoio da Tailândia para minimizar os efeitos da seca em seu país. Mais precisamente, na ajuda do Escritório Real de Aviação Agrícola e de Chuvas Artificiais tailandês (BRRAA, na sigla em inglês). Esse tem sido o tom da conversa entre os dois países desde fevereiro, quando se começou a alinhavar um projeto piloto para chuvas em áreas selecionadas do território cingalês.

    Conforme reportagem do jornal britânico Daily Mirror, o Ministério de Energia e Energia do Sri Lanka, Suren Batagoda, uma equipe de especialistas do BRRAA visitou o país e teve várias rodadas de conversas autoridades locais. Atualmente, a proposta está na fase de avaliação do impacto ambiental da iniciativa, mas a expectativa é de que o acordo para as operações seja oficializado em breve. A ideia é começar os trabalhos sobre as bacias de captação dos quatro principais reservatórios do país: Castlereagh, Victoria, Kotmale e Mausakelle. “E, dependendo do sucesso, o trabalho será estendido a outras áreas atingidas pela seca”, comentou Batagoda.

Confira AQUI a reportagem original

SEMEANDO NUVENS

    A aviação agrícola da Tailândia (que lá tem que fazer chover, literalmente) é vinculada ao Ministério da Agricultura do país. O BRRAA  foi criado pelo rei Bhumibol Adulyadej, a partir de um instituto de pesquisa fundado por ele em 1973. De lá para cá, a Tailândia estudou e aprimorou tecnologias de semeadura de nuvens. Hoje, são cinco centros de produção e chuva no país, com 31 aviões.

    As operações levam em conta fatores como umidade, luz solar e velocidade do vento. A partir daí o piloto precisa definir a direção, velocidade e altitude do voo. A semeadura de nuvens é feita com um composto de cloreto de sódio, cloreto de cálcio, gelo seco e ureia.