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Aviação agrícola, produtores e indústria química costuram acordo para prevenir danos a abelhas

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Até o próximo dia 19, representantes da aviação agrícola, da indústria química, dos apicultores e dos produtores rurais devem apresentar informações para a elaboração de um novo trabalho piloto para prevenir danos a abelhas em regiões em que haja pulverização aérea em lavouras em São Paulo. A ideia é, a partir daí, identificar uma área para testes com colmeias georreferenciadas e estabelecimento de um canal de comunicação constante entre apicultores e aplicadores. Além disso, a ideia é conciliar regras de manejo para os criadores e o uso de aplicativos de mapeamento no planejamento de operações aéreas.

Esses foram os pontos principais que resultaram da conversa ocorrida na última quarta-feira (dia 28), no gabinete do deputado estadual Afonso Lobato (PT), autor do Projeto de Lei (PL) 405/2016, que pretende proibir a pulverização aérea de defensivos no Estado. O encontro (foto) envolveu representantes do Sindag, do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Associação Paulista dos Apicultores Criadores de Abelhas Melíferas Europeias (Apacame), União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) e Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).

ENFRENTANDO MITOS

Desde que o projeto do deputado Lobato começou a tramitar, o Sindag e outras entidades do agronegócio tem se mobilizado para conscientizar os parlamentares da importância do setor aeroagrícola para o Estado. Mais do que isso, sobre a segurança da ferramenta, que é a única forma de aplicação no país com regulamentação própria, a mais avançada tecnologicamente e com o pessoal mais qualificado.

“O receio que a sociedade tem da aviação agrícola é quase sempre baseado em mitos. E isso acaba se refletindo também em propostas contra o setor”, explica o diretor executivo do Sindag, Gabriel Colle. “Por outro lado, quando há problemas localizados, a posição do sindicato é ser proativo na busca de uma solução”, completa. Segundo Colle, a expectativa é por um consenso que possa gerar um modelo a ser aplicado em todo o Estado de São Paulo e em outras partes do País.

Na reunião da última semana, o Sindag foi representado pelo assessor jurídico Ricardo Vollbrecht e pelo secretário executivo, Júnior Oliveira. A conversa envolveu também, além do deputado Afonso Lobato, o presidente executivo da Apacame, Constantino Zara Filho, e representantes da Unica, Angela Kulaif, Fundecitrus, Sindiveg, Sílvia Fagnani;  Gianni Bozzetto (SNA), entre outras pessoas.