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Aviação agrícola: soluções sustentáveis

A aviação agrícola brasileira tem sido ameaçada com possíveis mudanças regulatórias em vários estados e também em nível nacional, com vistas a restringir ainda mais a operação ou até mesmo proibi-la. Neste sentido, faz-se necessário um estreitamento na relação entre nós, Sindicato Nacional dos Aeronautas, e o Sindag, buscando aumentar nossa capacidade de enfrentar o desafio regulatório que ronda o setor e que negligência totalmente a necessidade de controle da pulverização terrestre ― o que certamente promove mais danos ao meio-ambiente do que a aviação agrícola, devido à falta de profissionalismo e de regulação.

Para tanto, já está agendada uma reunião da equipe jurídica do SNA com o Sindag em Brasília, que contará com a presença de nossa assessoria parlamentar, para traçar um plano de ação em conjunto para barrar políticas públicas danosas e proibitivas, mas sem descuidar de propor mudanças que estimulem o desenvolvimento da pulverização aérea brasileira, tornando-a mais abrangente e, portanto, com condições de gerar mais empregos.

Esse esforço conjunto entre as duas instituições será fundamental para buscarmos, além de proteger a aviação agrícola, melhorar as condições de trabalho dos pilotos e encontrar uma solução sustentável para o modelo da remuneração variável, que precisa ser reformado e está sendo tratado em uma comissão que montamos esse ano para tratar exclusivamente a questão.

Em 2016, com o intuito de melhor atender a categoria, foi eleito um representante da aviação agrícola para as regiões centro-oeste, norte e nordeste. O escolhido foi o comandante Gianni Bozetto, que chega para somar forças ao trabalho do comandante Cláudio Patta, representante das regiões sul e sudeste.

Além disso, o SNA vem realizando um levantamento dos dados referentes aos acidentes envolvendo colisão com obstáculos na aviação agrícola, em especial aqueles relacionados a colisões com redes elétricas, torres de transmissão e estais das estruturas. Nessa análise estão todos os relatórios e sumas de acidentes aeronáuticos emitidos pelo Cenipa, assim como dados da Anac. O sindicato já teve reunião com uma das empresas responsáveis pela manutenção de redes elétricas para entender a legislação a ser cumprida referente às sinalizações das redes. Em breve haverá outras reuniões com outras empresas. Também está sendo pleiteada uma reunião com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para discutir uma solução para esse assunto.

Ao lado do Sindag, e contando com o apoio dos tripulantes e das empresas, além dos parlamentares e agentes governamentais, o SNA continuará trabalhando incansavelmente na defesa dos direitos dos aeronautas da aviação agrícola e pelo fortalecimento do setor como um todo ― sempre considerando esta como uma atividade estratégica para a economia do país. Contamos com apoio mútuo e com o respaldo da categoria para avançarmos cada vez mais para a construção de um futuro melhor para a aviação agrícola brasileira.