Colunas

Aviação Agrícola: uma nova abordagem necessária

Recentemente em palestra na UFSM sobre defensivos agrícolas, notamos um Engenheiro Agrícola (Não Engenheiro  Agrônomo) referindo-se aos mesmos como AGROTÓXICOS. Ele palestrou a alunos e agricultores e o tempo todo repetia a palavra agrotóxicos. Essa menção aos defensivos agrícolas, para quem é da aviação agrícola, soa como um grito no ouvido, senão quase uma ofensa pessoal.

Após a apresentação, falamos com o mesmo e referimos a aviação agrícola como um instrumento de proteção à lavoura, que faz aplicação de agroquímicos, e melhor dizendo, defensivos para as nossas lavouras, e mais modernamente falando, como o único “ REMÉDIO” que pode salvar nossa produção e que faz a produção mundial de alimentos multiplicar-se exponencialmente, duplicando a cada década.

Usamos com ele o termo “AVIAÇÃO ECOLÓGICA e AMBIENTAL” pois explicamos ao mesmo que temos licenciamento ambiental estadual, registro federal no MAPA, homologações ANAC e por aí vai, ou seja, fizemos o mesmo entender que estamos no exercício regular de nosso direito ao aplicar defensivos, pois somos regulamentados pelos órgãos competentes.

Mostramos ao palestrante que grande parte de nosso trabalho é com adubações, semeaduras, combate a incêndios e estamos no caminho de combater vetores. O mesmo ficou surpreso ao saber que somos participantes de 24% do controle de todas as pragas no território nacional, sendo a aviação agrícola responsável direta pela segurança alimentar (não podem faltar alimentos) e pela soberania alimentar do Brasil (somos auto suficientes na produção de alimentos).

Por finalmente o mesmo se desculpou por seu desconhecimento de atividade tão limpa e necessária à humanidade que é a aviação agrícola e lembrou da resolução da ONU – Organização das nações unidas, de 1974, que deu diretrizes às novas e modernas ações mundiais para não faltarem alimentos e para o combate a fome e concluiu que nossa atividade deve ser muito enaltecida como uma das responsáveis pelo combate à fome no mundo.