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Aviões agrícolas ajudam bombeiros a proteger cidade das chamas na Argentina

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Dois aviões agrícolas foram usados nas operações contra um incêndio florestal que colocou diversas casas em risco na cidade litorânea de Villa Gesell, na província argentina de Buenos Aires, no início do mês. O incêndio eclodiu no dia 5 (sábado) ao norte da cidade e consumiu 150 hectares de floresta, a maior parte de árvores de acácia. Os trabalhos foram até a manhã de domingo e o socorro aeroagrícola partiu da cidade de General Juan Madariaga.

A área norte de Gesell permaneceu em alerta durante todo o primeiro fim de semana do ano. A nuvem de fumaça e o cheiro que se espalhou rapidamente começaram a ficar visíveis depois das três da tarde do sábado. O foco do incêndio florestal estava concentrado a cerca de dez quarteirões da praia e os bombeiros evacuaram um acampamento entre a praia e a mata.

Quando o vento girou para o sul, o fogo começou a mover-se para a zona das casas do Distrito Norte de Gessin. Esse foi o momento de maior tensão, mas as equipes por terra e ar conseguiram evitar que as chamas chegassem às casas. Além dos aviões agrícolas, os bombeiros locais contaram com o reforço de duas escavadeiras para abrir um aceiro no caminho das chamas, além de bombeiros de quatro cidades vizinhas.

    Assim como na Argentina, no Brasil a aviação agrícola também é largamente usada em casos de incêndios florestais, principalmente em São Paulo (onde o Estado contrata diversas empresas aeroagrícolas para essa finalidade nas temporadas de incêndios) e nas reservas ambientais administradas pelo Ibama. Além do combate direto às chamas, principalmente em áreas de difícil acesso por terra, as aeronaves são essenciais para garantir a segurança das equipes em solo. Além disso, conseguem acelerar de cada sete para um dia o combate às chamas. O que se traduz em menos tempo de equipes fora de seus quartéis nas cidades e menos desgaste de pessoal e equipamentos. Sem falar na preservação a vida selvagem e do menor risco às pessoas.

Duas aeronaves participaram das operações – Foto: Andrés D’Elía/Clarin