Imprensa

CAS tem seu primeiro curso de boas práticas sob nova formatação

/ /

O programa Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) terá nesta terça e quarta-feira (dias 23 e 24), em Indaiatuba/SP, o curso Boas Práticas na Aplicação Aérea de Produtos Fitossanitários. Essa será a primeira edição do curso na nova formatação do CAS, que nos últimos meses passou pela sua primeira atualização desde seu início, em 2013. As aulas vão ocorrer no Hotel Braston Indaiatuba (Rua Alemanha, 76 – Chácara do Trevo, próximo ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas).

A novidade é que agora curso agora é um dos requisitos de entrada no CAS: cada empresa precisa ter pelo menos um represente com o curso de Boas Práticas (há um programa de incentivo para quem quer mandar mais gente). E, de volta à sua base, esse representante tem 60 dias para repassar os conhecimentos ao restante da equipe.

NOVA DIVISÃO

Segundo o novo regulamento do programa de certificação, a antiga divisão em Níveis I, II e III, foi condensada em apenas duas categorias: Participante e Certificado. Basicamente, a categoria Participante passou a abranger os antigos Níveis I (que previa a checagem da documentação e obrigações legais da empresa ou operador privado) e II, que abrangia o curso de Boas Práticas.

Já para se considerar uma Certificada pelo programa, a empresa aeroagrícola precisa atingir o equivalente ao antigo Nível III: receber a visita dos coordenadores do CAS, que aplicam o checklist que vai desde as condições do pátio de descontaminação até o estado dos equipamentos de pulverização e do sistema de abastecimento de calda. Isso além do sistema DGPS e a avaliação de todos os procedimentos segundo os critérios de boas práticas aeroagícolas.

 

APRIMORAMENTO

Mantido pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), de Botucatu/SP, o CAS é coordenado por três universidades públicas: as Federais de Lavras (UFLa) e de Uberlândia (UFU) e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Trata-se de um selo independente de boas práticas, até o momento o único do setor aeroagrícola brasileiro.

Segundo um de seus coordenadores, o professor Ulisses Rocha Antuniassi, da Unesp/Botucatu, a reformatação do CAS faz parte da lógica de melhoria do programa. “Estava previsto em seu início que ele seria revisto em quatro anos. Isso para que o próprio setor aeroagrícola busque cada vez mais se qualificar”, explica. Tanto que desde o começo sempre foi explicado aos operadores que não era suficiente entrar no Nível I do CAS – seria preciso sempre buscar a fase seguinte.