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Colmeia Viva busca maior participação de empresas do agronegócio

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Movimento que busca convivência entre agricultura e apicultura conta com apoio do Sindag e aposta em aumento de participação em lavouras como soja, milho, algodão e, hortifruticultura

Desde janeiro, o Movimento Colmeia Viva aumentou esforço para que mais empresas do agronegócio estabeleçam ou ampliem o diálogo entre agricultores e apicultores através de seu aplicativo. Apesar do sucesso da ferramenta na fronteira agrícola da cana-de-açúcar, o foco agora é ampliar a adesão de outras culturas que convivem com a apicultura, como por exemplo, a soja, milho, algodão, hortifruticultura e outras lavouras de relevância econômica no País.

“Temos andado o País todo para agregar a essa relação engenheiros agrônomos, especialistas em agricultura, apicultura, meio ambiente e aviação agrícola. Quando as aplicações ocorrem de maneira correta, evitam-se acidentes com abelhas”, explica o coordenador do Movimento, Daniel Espanholeto,

O Colmeia Viva APP conecta agricultores e apicultores vizinhos para que ambos – e mais os aplicadores – para que, de um lado, se saiba onde estão as abelhas e, de outro, se possa ter um manejo que proteja os insetos durante as aplicações. “O agricultor avisa quando haverá tratamento de lavouras e o apicultor informa a localização de colmeias”, resume Rhaissa Michievichy, engenheira agrônoma do Colmeia Viva. A notícia repercutiu nessa quarta-feira (18) na imprensa em todo o país.

Rhaissa também explica que o entendimento entre o agricultor e o apicultor é a chave para proteger abelhas e insetos polinizadores frente aos tratamentos de culturas agrícolas. “O APP consiste numa ferramenta estratégica para identificar áreas nas quais poderá haver sobreposição de atividades agrícolas e apícolas. Ações coordenadas são mais bem-sucedidas e os benefícios econômicos compartilhados entre agricultores e apicultores”, completa.

A notícia repercutiu nessa quarta-feira (18) na imprensa do País (veja AQUI).

ESTUDO

Desenvolvido há cinco anos com apoio de 14 empresas do setor de defensivos agrícolas e de entidades como o Sindag, o Movimento Colmeia Viva tem por objetivo incentivar o diálogo entre agricultores e criadores de abelhas. A iniciativa está ancorada em um Plano de Ações Nacional e teve origem na pesquisa Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP). Trata-se de um amplo levantamento sobre a mortalidade de abelhas entre 2014 e 2018, realizado com apoio de profissionais das Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O estudo avaliou casos e cenários, comprovando que a falta de informação foi uma das principais causas de morte de insetos em aplicações em lavouras. O MAP foi apresentado também durante o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil de 2018, em Maringá/PR. Além disso, a apresentação do APP foi tema de diversos encontros com empresas aeroagrícolas e produtores pelo País.

Proteção à abelhas é foco do projeto que tem suporte da indústria de defensivos e apoio do setor aeroagrícola