G1

Comitiva do Sindag no último dia da convenção norte-americana de aviação agrícola

Brasil e Estados Unidos representam
os dois maiores mercados mundiais
do setor e iniciaram uma
aproximação em 2016

A comitiva brasileira do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) entrou hoje no quarto e último dia de programação da 51ª Convenção Anual da Associação Nacional de Aviação Agrícola dos EUA (NAAA, na sigla em inglês), que ocorre em Savannah, estado da Georgia. O grupo é composto pelo presidente do Sindag, Júlio Kämpf, seu vice, Nelson Peña, e o diretor executivo da entidade, Gabriel Colle. Além de contatos com operadores locais e membros da NAAA para troca de experiências, os três também conversaram com fornecedores de tecnologias e equipamentos convidando-os para o Congresso de Aviação Agrícola do Brasil, marcado para agosto de 2018, em Maringá/PR. E também abriram caminho para a participação de fornecedores brasileiros na feira norte-americana.

Segundo o acordo firmado em 2016 entre as entidades aeroagrícolas brasileira e dos EUA, até 2020 uma deve participar do congresso ou convenção da outra, com direto a estande. A programação conta com palestras de fornecedores de equipamentos e tecnologias, além de discussões sobre segurança nas operações aeroagrícolas, encontros de negócios e discussões com especialistas de várias áreas ligadas ao setor aeroagrícola (equipamentos, técnicas, pesquisas, etc).

Para o presidente do Sindag, a experiência é enriquecedora. “De um lado, estamos vendo de perto um mercado onde a aviação agrícola existe desde 1921 (no Brasil, o setor atua desde 1947), mas com problemas e demandas muito parecidos com os nossos e soluções que podemos adaptar ao Brasil. Por outro lado, alguns fornecedores de aviões e tecnologias já acordaram para o mercado brasileiro (o segundo maior do mundo), mas há muitos que começam a ter nossa real dimensão pela presença do Sindag no evento da NAAA”, explica o presidente do sindicato aeroagrícola brasileiro, Júlio Kämpf. “Sem falar da via de mão dupla: fornecedores brasileiros também estão buscando cada vez mais os horizontes dos Estados Unidos”, completa.

PROGRAMAÇÃO

A programação desta quinta-feira está tendo foco em novidades tecnológicas e segurança operacional. Destaque para o seminário da Fundação Nacional de Pesquisa e Educação para a Aviação Agrícola (NAAREF), uma entidade sem fins lucrativos que promove a pesquisa, transferência de tecnologia e educação avançada para operadores e pilotos.

O roteiro do dia teve também um workshop sobre operações aeroagrícolas noturnas, com especialistas no uso de equipamentos de visão noturna na atividade, além de um bate-papo sobre mitos e verdades a respeito dos equipamentos de segurança. Na parte comercial, as fabricantes Thrush e Air Tractor (que fornecem aeronaves também para o mercado brasileiro).

Esses e outros temas estão tratados até às 5h45 (8h45 no horário de Brasília), quando ocorre o banquete de encerramento, com a premiação dos operadores e pilotos que foram destaque em 2017 e a posse da diretoria da NAAA para 2018.

ESTANDE BRASILEIRO

O espaço do Sindag foi bastante procurado pelo público norte-americano. Bem mais do que no ano passado, quando a entidade participou pela primeira vez do evento. “Os empresários, pilotos e fornecedores se dizem impressionados com o nível de organização do setor aeroagrícola no Brasil e até pelo seu tamanho”, explica o diretor Gabriel Colle. Além da conversa com os público norte-americano, o Sindag levou á convenção em Savannah um informativo em inglês resumindo as principais ações ocorridas no Brasil no último ano.

Snow S-2A, construído em 1959