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Conhecimento para opinar

O uso de biotecnologias e defensivos agrícolas são indispensáveis para manutenção da
segurança alimentar, aumento da produção usando menos água e terra, além de garantir seja
economicamente sustentável. A alimentação do mundo seria uma tarefa árdua sem os
investimentos em tecnologias que revolucionaram o meio agrícola e pecuário, além da
insegurança, inexistência de estoques e piora nos índices de fome no mundo.
Nos últimos anos o Brasil mais que dobrou a produção sem o aumenta na mesma proporção
da área cultivada, resultado de emprego de tecnologias – que preservam as áreas com
vegetação nativa e conservação das áreas de produção consolidadas. Dos pontos mais graves
com relação a falta de informação estão em não saber como é produzido o alimento (que não
nasce na gôndola do supermercado), o entendimento do que é um sistema produtivo, como é
definidos os critérios de segurança no uso dos agroquímicos (no qual a legislação brasileira é
uma das mais rígidas) e o que o agro gera.
O Brasil esbarra em um dos processos de registro e análise de risco dos mais rigorosos e
burocráticos do mundo. Atualmente, os defensivos comercializados passam por criteriosos
processos de avaliação e análise do IBAMA, ANVISA e MAPA – órgãos ligados aos Ministérios
do Meio Ambiente, Saúde e Agricultura, respectivamente. Com custo elevados, a espera para
testes e liberação comumente é superior a 8 anos. Muito superior do que na maioria dos
nossos concorrentes com enfoque na produção agrícola. De maneira desleal e injusta, somos
penalizados tendo que fazer uso de defensivos as vezes pouco eficientes e que já estão em
desuso em alguns países. E aí se encontra a maior incoerência: a elevada burocracia que está
sendo discutida hoje priva o produtor brasileiro de adquirir produtos mais eficientes e seguros,
e algumas mídias comunicam que estão sendo usados produtos já descontinuados, por
exemplo na Europa, porém são míopes na análise do que é um defensivo, para que serve e por
que é utilizado.
Entre os grandes países agrícolas, o Brasil apresenta um dos menores investimentos com
defensivos por tonelada produzida e por área plantada. Aqui são utilizados US$ 7,36/tonelada
de produção, na França US$ 22,14, Argentina US$ 12,44, EUA US$ 9,41 e Japão US$ 72,87.
Muito além do menor uso de defensivos com relação à produção, no Brasil não existe nenhuma
categoria que invista mais recursos próprios para a preservação do meio ambiente do que o
agricultor brasileiro. Os dados do Cadastro Ambiental Rural, exigido dos produtores rurais,
comprovaram seu papel único e decisivo na manutenção da vegetação nativa e da
biodiversidade. Com esse cadastramento surgiu um banco de dados geocodificados inédito e
enorme sobre o patrimônio ambiental existente em cada imóvel rural, município, Estado, bioma
e no País.
Devemos entender a proporção da eficiência que temos em produzir, preservando cada vez
mais os recursos. A melhora nos processos e o prevalecimento de critérios técnicos vão

melhorar ainda mais os índices; pois a opinião vaga, sem conhecimento e com ampla mídia
tem atrasado em muito a adoção de tecnologias melhores e mais eficientes.