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Nota contra o enredo da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro

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 O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG) REPUDIA a atitude da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, de colocar o agronegócio de maneira genérica como personagem antagonista à cultura indígena, ao Parque Nacional do Xingu e à própria preservação ambiental, em seu enredo para o carnaval deste ano.

Lembramos que a agricultura brasileira é uma das mais desenvolvidas do mundo, com alta eficiência em sustentabilidade. E é justamente pela alta produtividade do campo que se consegue garantir a segurança alimentar do Brasil sem avançar sobre áreas ambientalmente sensíveis. Além do mais, o próprio uso de agroquímicos no Brasil tem um dos menores índices do mundo por hectare – bem abaixo de países como Japão, Europa e outros pontos do planeta onde a produção é tida como ambientalmente responsável.   

Cenário onde, aliás, a própria aviação agrícola tem papel fundamental, pela tecnologia, equipamentos e profissionais altamente capacitados, garantindo o trato de lavouras de maneira eficiente e sem perdas. Sem falar no apoio a programas de responsabilidade ambiental, como o Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) e o Coleia Viva, de proteção às abelhas.

Ressaltamos que simplesmente responsabilizar todo o setor agrícola pelos problemas na questão indígena e na reserva do Xingu é tirar do debate a profundidade necessária ao tema.  Pior ainda, colocando na berlinda de maneira injusta e leviana agricultores, especialistas, técnicos, operadores aeroagrícolas, extensionistas e outros personagens que praticamente sustentaram o País nos anos da atual crise econômica, garantindo geração de empregos e alimentos baratos nas mesas de todos os brasileiros. Além de responderem por boa parte das exportações e do fornecimento e alimentos a vários países. 

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