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Cuba e EUA: Esforços para fazer voar velhas aeronaves agrícolas e de guerra

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    Operadores aeroagrícolas que se destacam na restauração de velhos aviões foram tema em duas reportagens internacionais publicadas nos dois últimos meses nos Estados Unidos e em Cuba. No caso cubano, a matéria saiu na última quinta-feira (dia 8) pelo jornal Escambray, da cidade de Sancti Spíritus. A capital da província de mesmo nome e que fica a 350 quilômetros da capital Havana abriga uma das bases regionais da estatal Empresa Nacional de Serviços Aéreos (Ensa), que é encarregada de todas as pulverizações áreas nas lavouras do país dos irmãos Castro.

   A reportagem foi sobre o piloto e técnico em aviônica Anselmo Hernández, que em 2017 havia ganho o prêmio da Associação Nacional de Inovadores e Racionalizadores (Anir), que tem como objetivo promover a criatividade dos trabalhadores cubanos na busca de soluções para os problemas econômicos, sociais e de defesa do país. Ha 50 anos na aviação, Hernández criou diversas soluções para manter no ar a velha frota aeroagrícola de Cuba, composta por cerca de 160 aeronaves, a maioria velhos PZLs M18 Dromader poloneses e Antonovs AN-2 russos.

    O que inclui, por exemplo, a montagem de instrumentos que não existem mais no mercado ou cujas peças não podem ser compradas porque são de origem norte-americana – como o indicador de combustível do Dromader. Ou ainda inovações como um macaco hidráulico para o motor, que permite a manutenção preventiva sem ter que baixar a máquina. Sobre aviões antigos, Hernàndez também integrou a comitiva do país que esteve em 2017 na Rússia e Polônia, comprando mais sete velhos NA-2 e Dromaders para a frota da ilha – três dos quais já baseados em Sancti Spiritus.

Clique AQUI para conferir a reportagem cubana

WARBIRDS

    Já a reportagem norte-americana foi publicada em fevereiro, no The Daily Journal, de Fergus Falls, Minessota. A história ali foi sobre a Tri-State Aviation, uma empresa de aviação agrícola de Wahpeton, em Dakota do Norte, que acabou se especializando também em manutenção e daí migrou para a restauração de aviões da Segunda Guerra Mundial. Mais do que isso, a empresa não só passou a fabricar as peças para os velhos warbirds (devido à demanda mundial por restaurações) como também ganharam capacidade para construir praticamente o avião inteiro.

    Quando precisam de uma peça, a empresa recorre aos velhos projetos dos anos 30 e 40 para refazê-las de acordo com o original – muitos desenhos foram conseguidos junto ao Instituto Smithsonian). Aliás, só o que não é fabricado pela Tri-State são as asas, que ficam por conta de uma empresa parceira (Odegaard Wings).

    Pena que o negócio tenha crescido tanto que a empresa vendeu seu setor de pulverizações aéreas, mas vale a curiosidade.

Veja a matéria original dos EUA clicando AQUI