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Derrota da Boeing para a Bombardier pode apressar acordo com Embraer

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     Uma vitória da fabricante canadense Bombardier sobre a Boeing na Comissão de Comércio Internacional dos EUA pode aumentar a urgência da gigante norte-americana em firmar uma parceria com a Embraer. Segundo a notícia que repercutiu na sexta-feira (dia 26) na imprensa internacional e do Brasil, a Comissão, que regula regras de importação do país, derrubou uma taxa de 292% que o governo Donald Trump havia imposto em dezembro sobre aviões da linha CSeries, modelo regional da Bombardier que compete diretamente com a linha E2 da Embraer.

     A vitória da concorrente pegou a Boeing de surpresa. A empresa norte-americana tentou alegar que o a entrada dos jatos regionais como o CS100 (110 passageiros), e o CS300 (135 passageiros) concorreria diretamente com o Boeing-737 (168 passageiros). Com a derrota, a ideia de união ganhou força entre duas concorrentes da Bombardier para juntas suprirem suas fraquezas frente à adversária comum: a Boeing não tem um aparelho regional para ofertar e a Embraer (apesar de estar no topo no mercado de jatos regionais) não tem a estrutura de vendas da gigante europeia.

FORMATO E PRODUTOS

     Paralelo a isso, como o governo brasileiro já anunciou o veto à venda do controle da Embraer para os norte-americanos, ambos os lados seguem estudando uma forma de associação. Além do desenvolvimento de jatos regionais, a expectativa era de que poderia haver também uma transferência de tecnologia que pudesse favorecer no médio e longo prazo a aviação agrícola, por exemplo, com um novo aprimoramento do brasileiro Ipanema.

A linha E2 da Embraer abrange os modelos E175, E190 e E195 – acima, com a pintura especial para o lançamento, feito em junho no Salão de Le Bourget (Paris Air Show), na França