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Derrubando mitos: dia de campo supera expectativas no Paraná

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Um público de 83 pessoas, entre produtores, representantes de cooperativas do agronegócio, autoridades municipais, do Estado, extensionistas, agentes fiscais e outros profissionais ligados ao setor primário participaram do dia de campo de aviação agrícola promovido quinta-feira (31) pela Syngenta e pelo Sindag em Goioerê, no oeste paranaense. A programação ocorreu pela manhã, no Aeroporto Municipal Manoel Ribas e teve como tema Boas Práticas na Aplicação Aérea.

O roteiro começou com a fala de representantes de entidades e teve uma apresentação do movimento Colmeia Viva (que promove a proteção a polinizadores e a convivência entre apicultores e agricultores). Mas o ponto alto foram a palestra do professor Ulisses Antuniassi, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp/Botucatu) e a demonstração prática de aplicações aéreas.

Coordenador do programa Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS), Antuniassi abordou desde as ferramentas e as técnicas que garantem a segurança da aviação agrícola até mitos em torno da aplicação aérea. Por exemplo, a alegação de que os produtos aplicados por avião vão parar a quilômetros de distância do alvo.

“A própria apresentação prática com os papéis hidrossensíveis permitiu que todos visualizassem a segurança do equipamento e da legislação que regula a atividade aeroagrícola”, comentou, sobre marcadores colocados transversalmente à faixa do ensaio de aplicação feita pelo avião.

Confira a reportagem  (com entrevista de Antuniassi) feita pelo programa RIC Rural, da TV RIC, afiliada local da Rede Record: 

APROXIMAÇÃO
“Foi um evento muito bom. Acreditamos que clareou bastante a visão da maioria dos presentes sobre a segurança do setor aeroagrícola”, explicou o empresário Giovanni Luigi Horn Gasparoto, da associada Oeste Aviação Agrícola. Gasparoto representou oficialmente o Sindag no encontro e salientou a importância de eventos desse tipo para aproximar o setor da sociedade. “Tivemos a oportunidade de esclarecer dúvidas inclusive de jornalistas”, completou.

O empresário e piloto Chelber Lilischkies, da Ceal Aviação Agrícola, também concorda. Foi ele quem fez o voo de demonstração. “Foram quatro passadas sobre os marcadores, utilizando água na simulação, para mostrar a precisão do avião”, destacou relatando que também foi abordado por alguns participantes, depois do voo. “Muita gente veio direto esclarecer dúvidas. Por isso é importante seguirmos fazendo essas demonstrações”, completou.

Para o gerente de Assuntos Públicos da Syngenta, Tiago Noronha, o dia de campo em Goioerê superou as expectativas. “Estávamos esperando entre 40 e 50 pessoas e reunimos toda a cadeia do agronegócio da região”, comenta. “Tivemos 10 representantes da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), pessoas da Emater, das principais cooperativas do oeste paranaense, secretários municipais, um representante da Secretaria Estadual de Agricultura e até do grupo Mulheres do Agro (que reúne produtoras e gestoras rurais)” assinala Noronha.

Ele destaca ainda a importância da apresentação do movimento Colmeia Viva – coordenado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e tendo a Syngenta entre os apoiadores. “Ficou claro também (na relação entre apicultores, agricultores e aplicadores) não só a importância de se usar a ferramenta para conexão entre as partes, como também a ajuda para qualificar a cadeia apícola (profissionalizando a produção de mel)”.

A movimentação teve apoio ainda da Associação dos Produtores de Soja do Paraná (Aprosoja/PR), Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, Sindicato Rural de Goioerê, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep) e Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar).