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Eduardo Araújo e Mark Latham (USA) defendem pulverização aérea contra mosquitos em matéria da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

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Consultor do SINDAG e ex-membro da diretoria da entidade, o engenheiro agrônomo Eduardo Araújo, e o diretor no distrito Manatee, na Flórida, Estados Unidos, Mark Latham, defenderam o uso de aviões no combate a mosquitos, em uma reportagem publicada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). O texto, sobre a polêmica em torno do assunto, traz opiniões contrárias à proposta, mas abriu um espaço importante para o debate técnico.

Araújo ressaltou que a melhor estratégia é a eliminação dos focos de larvas pela população, mas que avião é uma ferramenta importante para casos de epidemia, pela rapidez e uniformidade da aplicação, com capacidade para cobrir áreas de difícil acesso pelas pulverizações terrestres, como fundos das casas, terrenos baldios murados, telhados e calhas. Ele também recordou o sucesso das operações de 1975, quando aviões foram usados para eliminar um surto de encefalite na Baixada Santista, em São Paulo.

Já Mark Latham, com 36 anos de experiência no controle de mosquitos, contou que a pulverização aérea de adulticidas é comum na Flórida. “Nas áreas em que o combate ao mosquito e aplicações aéreas não são comuns (como no Brasil), os métodos são considerados controversos”, menciona o diretor, ressaltando que jamais diria que os produtos contra mosquitos são inofensivos, “mas diria que o seu uso beira o risco mínimo, certamente menor do que o risco oferecido pelas doenças transmitidas durante uma epidemia”.

E arremata: “Nos locais onde são comumente usados, como é o caso da minha cidade, oferece um serviço público de melhoria da qualidade de vida por reduzir grandes populações de mosquitos-peste e vetores de doenças”, salienta.

A matéria do portal da SBMT repercutiu em diversos outros portais de notícias, como o Mundo Amazônia e o EcoDebate, além do blog Eco & Ação.

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