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Final de semana intenso em Sertãozinho nos preparativos do Congresso da Aviação Agrícola

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A expectativa é grande para o maior evento aeroagrícola do mundo, que começa na próxima terça-feira (30) em Sertãozinho. O final de semana está sendo de finalização na montagem dos estandes e a segunda será de ajustes finais na instalação por parte das empresas expositoras. O evento terá mostra de aeronaves, tecnologias e serviços de empresas de 11 países, além de demonstrações aéreas de pulverizações com drones e aviões e de combate a incêndios com aeronaves. Para o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Thiago Magalhães, o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil é uma vitrine não só do crescimento do setor no País, mas de sua importância para o avanço da produtividade no campo.

“A própria ministra Tereza Cristina (da Agricultura), já declarou que o Brasil deve chegar a uma safra de 300 milhões de toneladas de grãos na próxima década. Para atingir esse patamar, o País precisa de sua aviação agrícola”, destaca, referindo-se à última atualização das Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29, divulgada este mês pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. “Não é por acaso que nosso congresso cresceu mais de 100% em quatro ano”, enfatiza Magalhães. A edição deste ano conta com cerca de 140 expositores e 47 palestras e debates, em três auditórios junto à mostra de tecnologias, aeronaves e equipamentos. Tudo em 9 mil metros quadrados do Centro de Eventos Zanini.

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O presidente do Sindag lembra que, além do tamanho, o evento é também o espelho da maturidade da aviação agrícola do País. Por exemplo, a Palestra Magna que ocorre às 15 horas no primeiro dia (terça-feira), com o curador do projeto Fronteiras do Pensamento (iniciativa focada na ampla compreensão das mudanças do mundo contemporâneo e comprometida com a liberdade de expressão, a diversidade de ideias e a educação de alta qualidade) e comentarista político Fernando Schüller. Ele vai falar sobre o tema Tendências da política brasileira para os próximos anos – os impactos no desenvolvimento do País. A terça terá ainda a apresentação do diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) Luiz Cornachine, sobre o desenvolvimento do agro neste século e seu momento decisivo atual.

Já no segundo dia, uma dos destaques será a apresentação do pesquisador da Embrapa Paulo Cruvinel, sobre as conclusões da maior pesquisa já feita no Brasil sobre tratamento aéreo de lavouras, entre 2013 e 2017, abrangendo culturas no Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Estudo que resultou na Nota Técnica divulgada em junho deste ano pela Embrapa, não só reforça a segurança da aviação agrícola no campo, como destacando a carência do País em uma política de segurança alimentar que alie de forma abrangente (e sem polarização) as necessidades de produção e estratégias de sustentabilidade.

A quarta-feira terá ainda o Fórum sobre Avgas, com empresários e distribuidoras se debruçando sobre a inconstância no fornecimento de gasolina de aviação no mercado – que desde o final do ano passado tem representado um risco para a safra brasileira, além de preocupar escolas de aviação e mesmo empresas de táxi aéreo. 

No último dia, os destaques serão o Fórum Político e o Fórum Sobre Uso de Drones. O primeiro com parlamentares de legislativos Federal e estaduais ajudando a afinar uma percepção que contribua com eficiência para o desenvolvimento econômico e ambientalmente sustentável do agro. O segundo já de olho no futuro, incorporando inovações técnicas e focando também no aperfeiçoamento da legislação sobre a ferramenta não-tripulada. A quinta-feira terá também palestras do deputado federal e ex-secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim (Cidadania), falando sobre o trabalho da Frente Parlamentar da Agropecuária. Além do agrônomo e jornalista Donário Lopes de Almeida, falando sobre a digitalização no campo.

Sem esquecer o Fórum Científico, que terá um balanço das pesquisas existentes no Brasil sobre tecnologias de aplicação aérea, aproximando empresários e pesquisadores. De modo a não só incentivar a produção acadêmica, mas dando aplicação prática imediata a seus resultados. O Fórum Científico deve também resultar na apresentação, no final do Congresso, de uma Carta de Intenções para pesquisas brasileiras nos próximos.