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Maior exportador de bananas para a Europa, CE pode perder a produção pela falta da aviação agrícola

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Sem aviação, a alternativa para aplicar produtos contra a sigatoka é a pulverização com bombas costais, sem a mesma eficiência e necessitando até oito vezes mais calda 

Segundo maior produtor de bananas do País e maior exportador da fruta para a Europa, o Ceará está vendo seus bananais serem dizimados pela sigatoka amarela, depois que o uso de aviação agrícola na proteção das plantas foi proibido no Estado, por uma lei aprovada no final do ano passado, no meio do mutirão que colocou em votação dezenas de projetos de uma vez só na Assembleia Legislativa – para que os deputados pudesse iniciar o recesso de final de ano. A notícia foi divulgada na coluna de Egídio Serpa, no jornal Diário do Nordeste, de Fortaleza.

O assunto foi tema de uma reunião na segunda (5) entre empresários agrícolas e o chefe de Gabinete do governador Camilo Santana, Élcio Batista. Os produtores levaram fotos e vídeos da destruição nos bananais e pediram providências, já que a aviação é a forma mais eficiente e segura de combater a praga. A sigatoka afeta o crescimento e produtividade das bananeiras provocando perdas de até 100% da produção. A doença ataca as plantas principalmente a partir das folhas e os esporos da moléstia pode ser carregado pelo vento por longas distâncias.

Além do risco de desemprego nas regiões cearenses do Cariri e da Chapada do Apodi pela falta da aviação, os empresários também lembraram que o manejo aeroagrícola no Brasil é ainda mais seguro do que em outros países: enquanto aqui o trato das bananeiras exige apenas duas aplicações aéreas por ano, na Costa Rica (grande produtora mundial da fruta), chegam a ser feitas duas pulverizações por semana.

Na falta da aviação agrícola, a alternativa para combater a praga é a aplicação de defensivo por pulverizadores costais, mas sem a mesma eficiência – apesar do maior risco para o trabalhador e da necessidade de até oito vezes mais calda nas aplicações.

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