Imprensa

Mosquitos: agência inicia hoje operações aéreas em 20 cidades nos EUA

/ /

O Projeto de Controle de Mosquitos do condado de East Middlesex, no estado norte-americano de Massachusetts, realizará de hoje (23) até sexta-feira (27) aplicações aéreas de larvicidas contra mosquitos. A medida foi tomada depois da detecção de um caso de zika na região, o que colocou em alerta as autoridades sanitárias. As operações serão feitas com helicóptero e o produto usado será o bacillus thuringiensis israelenses (Bti). Os trabalhos vão abranger as cidades de Bedford, Belmont Burlington, Concord, Framingham, Hyde Park, Lexington, Maynard, Medford, Melrose, Newton, Reading do Norte, Reading, Sudbury, Wakefield, Waltham, Wayland, Wellesley, West Roxbury, Weston e Winchester.

O aviso foi publicado na última sexta-feira (20) no site do órgão (veja AQUI)

Classificado como relativamente não tóxico pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), o Bti será aplicado em uma formulação granular principalmente sobre as áreas úmidas da região. Segundo a agência encarregada da operação, a vantagem do controle no estado larval é que nessa fase o inseto é confinado à água, sem a mobilidade do adulto alado. Uma vez aplicado, o Bti permanece suspenso na água por 24 a 48 horas e depois se biodegrada.

O Projeto de Controle de Mosquitos de East Middlesex foi criado em 1945 e abrange 26 comunidades situadas a oeste e noroeste de Boston. A entidade é formado por um representante de cada governo municipal e seleciona cinco de seus membros como Comitê Executivo. O Projeto é sustentado com doações voluntárias das prefeituras.

BRASIL
A aplicação de larvicidas biológicos por via aérea é uma ds modalidades de operações sugeridas pelo Sindag desde 2004 ao Ministério da Saúde do Brasil. Desde então, o sindicato aeroagrícola brasileiro vem insistindo que o órgão monte uma equipe multidisciplinar ampla e faça testes com o uso de aviões contra mosquitos no País, apostando na maior eficiência e alcança das aeronaves. No caso dos larvicidas atingindo topos de prédios e até calhas de chuva em residências, pontos fora do alcance do controle de focos pelos moradores e até das equipes dos fumacês de rua.

Enquanto nos EUA, onde as operações aéreas contra mosquitos ocorrem desde a década de 1920, ao primerio sinal de doenças transmitidas pelos insetos ou mesmo quando a infestação é considerada perigosa, no Brasil o único caso de operações desse tipo ocorreu em 1975. Apesar do ênxito na ocasião – levrando o litoral paulista de um surto de encefalite sem danods ambiehntais – e dos crescentes casos de mortes por epidemias, o sistema não é nem testado pelas autoridades locais.