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Nota de repúdio a reportagem contra a aviação agrícola sem contraponto do setor

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   O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) manifesta seu repúdio à reportagem Aviação agrícola: Perigo no céu e na terra, publicada no domingo (dia 29) pelo portal Metrópoles, de Brasília. Apesar de todos os canais do sindicato aeroagrícola terem permanecidos abertos para a equipe do portal, tendo o Sindag deixado claro aos jornalistas sua total disposição de transparência e acessibilidade de dados sobre qualquer tema, em nenhum momento foi dada à entidade a oportunidade de contraponto sobre as acusações colocadas de maneira leviana e generalizada já na abertura da reportagem, enfatizando as contaminações com agrotóxicos. Tendo sido este justamente o ponto central de uma matéria que acabou, assim, reforçando preconceitos contra o setor.

   Desde o início de julho o Sindag vinha atendendo a reportagem do Metrópoles, indagado sobre dados a respeito de acidentes na aviação, formação de pilotos e histórias de profissionais. Foram repassadas inúmeras informações, além de indicados canais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e outros que pudessem enriquecer a percepção sobre o panorama do setor e propiciar uma visão abrangente dessa questão. Assim como profissionais e empresários que aceitaram se expor em nome da clareza das informações. O Sindag chegou a receber em sua sede uma equipe do jornal e mais uma vez reforçou a disposição de contato a qualquer hora ou dia.

   Infelizmente a reportagem publicada acabou tendo como ênfase um viés diferente do que havia sido informado no momento de solicitar as informações e buscar os contatos de pessoas dispostas dar entrevistas. Assim, o Sindag considera inadmissível que a matéria tenha derivado para acusações para desacreditar a aviação agrícola sem que ao menos as entidades que a representam pudessem apresentar contrapontos – apesar de reiteradamente manifestada a disponibilidade irrestrita para prestar quaisquer esclarecimentos complementares, sobre qualquer tema.      

   O Brasil tem uma das maiores e melhores frotas de aviação agrícola do mundo, com 2,1 mil aeronaves, frente a mais de 400 mil pulverizadores terrestres e quase 1 milhão de pulverizadores costais existentes no País. Mesmo assim, a aviação é o único meio de aplicação em lavouras com regulamentação própria, rastreável e altamente fiscalizável. Também é o único com alta exigência de capacidade técnica da equipe em cada operação, apesar da aviação utilizar os mesmos produtos aplicados por terra e com os mesmos riscos.

   O Sindag tem sido proativo em buscar participação em todos os debates sobre o setor, por mais críticos que sejam, justamente pela aposta na transparência como forma de combater mitos invariavelmente gerados pela falta de informação e, não raro, pelo preconceito contra o agronegócio. Ao mesmo tempo em que tem reforçado junto a seu público interno a necessidade de atenção às boas práticas e qualificação permanente de suas equipes e à boa comunicação com a comunidade.

   Mais do que isso, nosso sindicato vem constantemente enfatizado junto a seus profissionais e parceiros a importância para a sociedade do papel de uma imprensa livre e crítica, que de um lado não hesite em nos cobrar de maneira dura sobre eventuais falhas e que, por outro lado, também não tenha receio de duvidar e nem pudores para checar a fundo informações divulgadas contra o setor.

   Por tudo isso, lamentamos o episódio, ao mesmo tempo em que agradecemos aos empresários, pilotos e outros profissionais que se dispõem incansavelmente e sem medidas a exporem suas rotinas e experiências, justamente na certeza de estarem contribuindo para o engrandecimento do País e da atividade.

Porto Alegre, 30 de julho de 2018.