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Nova Zelândia: pesquisa cria modelo para otimizar aplicação de sólidos

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    A professora Sue Chok, da Universidade Massey, em Palmerston North, na Nova Zelândia, recebeu nessa semana o título de PhD em Agronomia pela pesquisa para aumentar a precisão em aplicações aéreas de fertilizantes em pastagens situadas em relevo acidentado. Os trabalhos começaram em 2014 e se estenderam até o ano passado, em parceria com a empresa Ravensdown Ltd. A pesquisa trabalhou a melhoria do sistema automático de taxa variável (VRAT, na sigla em inglês), onde a abertura do hopper é controlada pelo DGPS, conforme as condições de tempo e terreno.

   A ideia foi criar um aplicativo a partir do modelo matemático gerado com base em testes sobre a dinâmica de fluxo do hopper e controle de sua porta, além da estimativa da posição de pouso das partículas de fertilizante – considerando desde dados de campo até a previsão dos efeitos do vento na distribuição do material. Os trabalhos abrangeram ensaios de desempenho em bancada e testes de fluxo com hopper estático, além de aplicações em campo de superfosfato, ureia e fosfato diamônico (DAP), com um avião Pacific Aerospace Cresco (PAC) 600 da Ravensdown – que na verdade financiou a pesquisa e é fabricante, fornecedora e aplicadora de fertilizantes na Nova Zelândia.

   Embora a publicação da pesquisa completa esteja embargada até 2022, o artigo científico sobre o estudo pode ser conferido clicando AQUI.

   Sue Chok agora se tornou também pesquisadora do AgriTech Partnership, um centro de pesquisa da universidade em parceria com a iniciativa privada e o governo do país. Onde ela deve prosseguir os estudos trabalhando com o sistema de imagem multiespectral Fenix. Trata-se de uma ferramenta desenvolvida inicialmente para reconhecimento militar, mas que na agricultura ajuda a avaliar as condições da lavoura e do solo em cada ponto de uma propriedade – exatamente onde faltam nutrientes, onde há uma praga ou doença e outros dados.

CURIOSIDADE: A aplicação aérea de sólidos (topdressing) foi praticamente “inventada” pelos neozelandeses. Em 1939 o piloto Alan Pritchard, do  Ministério de Obras Públicas do país, começou a desenvolver a técnica por conta própria. Até que em 1943 a pesquisa passou ser oficial, usando aeronaves Grumman Avengers e bimotores C-47 Dakota (ambos modelos militares).

   Segundo dados da Associação de Aviação Agrícola da Nova Zelândia (NZAAA, na sigla em inglês), o país conta atualmente com 306 aeronaves (116 aviões e 190 helicópteros) atuando no setor e tem 65 operadores aeroagrícolas.

Sue Chok (foto: Massey University)