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Nova Zelândia realiza operações aéreas contra ratos para proteger aves nativas

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Aplicações de iscas de produto biodegradável deve cobrir 30 mil hectares, com foco em proteger ninhos de aves nativas

O Departamento de Conservação da Nova Zelândia deve concluir até o dezembro (quando termina a primavera no país) a aplicação aérea de iscas de fluoroacetato de sódio (conhecido como 1080) contra roedores que atacam a vida silvestre. As operações são para proteger os ninhos das espécies de aves nativas – 80% delas em risco de extinção. As operações devem cobrir 30 mil hectares de campo na região de Ruahine, na Ilha Norte do país. O monitoramento de roedores mostrou um salto de 1% para 74% nos pontos que detectaram atividades de ratos, gambás e outras pragas exóticas na região.

O 1080 é um produto biodegradável, não deixa resíduos na água ou no solo e é aplicado na proporção de 0,15% em iscas feitas de cereais e corantes, lançadas por avião ou helicóptero. O material recebe ainda uma aplicação de repelente de veados, para não causar danos fora das pragas alvo. Esse tipo de operação é comum nas áreas de conservação da Nova Zelândia, juntamente com outras estratégias para erradicar os predadores exóticos.

A Nova Zelândia é formada por duas grandes ilhas principais (Ilhas Norte e Sul) e por diversas ilhas menores. O governo do país estabeleceu há alguns anos um de manejo intenso de predadores e conseguiu erradicar roedores exóticos de diversas ilhas menores, que agora são consideradas refúgio seguro para as aves.

Espécies invasoras de ratos são risco para as as aves nativas do país, que tem 80% de suas espécies em risco de extinção Foto – Governo da Nova Zelândia