Claud Ivan Goellner

O Agronegócio Brasileiro e algumas inverdades

A primeira (se não a mais importante de todas) é a chamada agricultura tóxica. A ideia é propagar que os produtos agrícolas principalmente as frutas e hortaliças são tóxicas e que causam doenças crônicas como o câncer. Nesse momento, caberia uma pergunta? Quais são os principais problemas de saúde da população brasileira? Obesidade, doenças cardiovasculares e câncer. E qual seria a solução para esses problemas? Uma alimentação saudável com base em frutas e hortaliças e que o brasileiro consome tão somente 25% do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde. As noticias que as nossas frutas e hortaliças estão envenenadas resulta numa redução de consumo, além de desestimular os nossos produtores que são responsáveis pelo abastecimento diário da população. Enquanto isto, os trabalhos de monitoramento feito pela ANVISA e de avaliação de risco ao consumidor, que envolveu milhares de amostras em todo o território nacional no período 2001-2015 demonstraram que o percentual de amostras com resíduos de produtos autorizados acima dos Limites de Tolerância caiu de 9,6% em 2001 para 1,33 % em 2015, enquanto que para os produtos não autorizados este índice vem caindo significativamente nos últimos anos, de 32% em 2011 para 16,7% em 2015 com um potencial de risco agudo em 1,11%, menor que o de muitos países desenvolvidos.
Outro exemplo de “Fake News”? A informação divulgada de forma massiva nos meios de comunicação de que o Brasileiro consome em média 7,0 litros de agrotóxico por habitante/ano. Qual o sentido de se fazer esta relação entre o consumo e a população? Os produtos fitossanitários são utilizados para o consumo dos Brasileiros? Para que levar a população leiga a esta espécie de terrorismo psicológico? Se recorrermos à matemática e aos dados oficiais, e a matemática não mente tivemos, por exemplo, em 2015 um consumo total de 395.646 milhões de litros ou kg de ingrediente ativo, que dividindo pela população oficial divulgada pelo IBGE que é de 206 milhões de habitantes, resulta num consumo 1,92 kg ou L de ia/habitante/ano.