Claud Ivan Goellner

O Agronegócio Brasileiro em época de “Fake News”

O avanço nas tecnologias de comunicação e o acesso fácil a uma infinidade de informação transformou o mundo. Atualmente qualquer pessoa conectada na internet pode acessar um conjunto de informações sobre os mais diferentes assuntos. Porém, em que pese os enormes benefícios da facilidade de comunicação para a sociedade, estamos diante de um dos principais problemas da atualidade: a proliferação de informações falsas ou com interpretações equivocadas.   A criação de uma ”Fake News” geralmente tem um interesse, seja ela qual for. Assim, muitas vezes em cima de alarmes falsos, opiniões são formadas, decisões tomadas, ações realizadas e recursos públicos escassos são gastos afetando atividades essenciais ao desenvolvimento econômico e social.

Um exemplo disso são os ataques realizados ao agronegócio. Se você está lendo esse artigo, com certeza já está questionando a matéria por utilizar o termo agronegócio. Essa é a primeira palavra que está rotulada. Poucas atividades no Brasil são tão benéficas como a produção e (felizmente) a exportação de alimentos, fibras e energia. O País exporta para mais de 170 países. Com esse trabalho, temos tido o reconhecimento internacional pela nossa competitividade e eficiência alcançando crescentes patamares de produtividade. O resultado de tudo isso é a geração de 27% do nosso PIB e de 37% dos empregos, podendo crescer muito mais.

No entanto, o setor é um dos que mais tem sofrido com as “Fake News”. Diariamente são divulgadas informações com base técnica questionável, para não dizer falsas, ampliando ainda mais as dificuldades para o desenvolvimento do setor. Estas “Fake News” atacam as principais cadeias produtivas utilizando temas sensíveis como alimento seguro, meio ambiente e saúde pública.

Vivemos num momento em que a propagação de notícias falsas, manipuladas ou parciais para um público sem conhecimento e capaz de entender informações complexas está criando uma situação insana, que pode trazer enormes prejuízos para um setor estratégico e para a população em geral, dando-se razão ao que Einstein disse que “duas coisas eram infinitas: o universo e a estupidez humana“.

 

 

  • Professor Titular, aposentado, nas disciplinas de Ecotoxicologia, Toxicologia e Saúde Pública e de Toxicologia nos Cursos de Engenharia Ambiental e Agronomia na Universidade de Passo Fundo.