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O esforço aeroagrícola cubano para voar sob embargo

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   A aviação agrícola é um dos principais setores em Cuba que sofrem com o embargo econômico dos Estados Unidos, principalmente na lavoura do arroz, um dos principais produtos da dieta dos cubanos. Esse foi o tema de uma matéria no último sábado (dia 27) da Rádio Sancti Spiritus, da cidade de mesmo nome, capital da província também homônima. Onde, aliás, fica uma das bases regionais da estatal Empresa Nacional de Serviços Aéreos (Ensa), que é encarregada de todas as pulverizações áreas nas lavouras do país.

   A incapacidade de comprar aeronaves mais modernas e eficientes no mercado norte-americano (cujo território fica a menos de 200 quilômetros da ilha) ou mesmo buscar peças de reposição exige habilidade dobrada de engenheiros, técnicos e pilotos mantêm no ar uma pequena frota de velhos PZL-M18B poloneses e AN2 Antonov russos.

  Esforço que já havia sido exposto pelo site do Sindag em uma notícia publicada em março, mencionando inclusive o técnico em aviônica Anselmo Hernández, o vencedor do prêmio da Associação Nacional de Inovadores e Racionalizadores (Anir) – que tem por objetivo justamente promover a criatividade dos trabalhadores cubanos na busca de soluções para os problemas econômicos, sociais e de defesa do país.

O PZL M-18 Dromader ainda segue ativo em Cuba, com muito esforço de manutenção Foto: Oscar Alfonso Sosa/Rádio Sancti Spiritus