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O lado positivo

Para a “doença brasileira” hoje se pode arrolar, pelo menos, dois fortes contribuintes: A ineficiência governamental e a falência da política. Com relação à primeira basta citar as decadentes educação, saúde e segurança em nosso país.  A falácia do combate a pobreza e a miséria, lançada pelo nossos ultimos “desgovernantes”, com base apenas na distribuição de dinheiro, ignorando que riqueza se faz com capacitação, além do mal já causado nos deixou uma herança maldita: Uma horda de políticos canalhas, gestados e criados num sistema imoral onde a manipulação em favor de interesses escusos, tornou a política um mero objeto na mão de quem detém as “cordinhas desses marionetes com mandato”.

Como sempre se disse “uma caneta tem mais força que uma espada” e, para nossa infelicidade, hoje elas se encontram dominadas por centenas de mãos incompetentes.  O que se praticou na política do Brasil, nas últimas décadas, talvez tenha sido necessário para o nosso futuro, enquanto país verdadeiramente politizado (somente o que virá nos dirá). Todavia, hoje pagamos o preço de que a política, enquanto ato de governar, de cuidar dos interesses públicos e anseios de ordem e desenvolvimento de uma sociedade, foi esquecida e se tornou algo perverso e vergonhoso. Os agentes políticos negam, abertamente, o poder outorgado pelo povo, transformando seu mandato num jogo de interesses pessoais.

Entendo que a ignorância e o despreparo traga embaraços e dificuldades, às mortiças mentes que ocupam nossas casas legislativas, no momento de lidar com temas técnicos e científicos. Mas, para isso os parlamentares podem e devem recorrer às fontes de conhecimento existentes para tanto. Estamos sofrendo contínuos ataques, desnecessários, mal direcionados e totalmente desprovidos de qualquer embasamento científico. Ataques que, por sua falta de fundamentação conjugada a uma indisfarçável predisposição ao favorecimento de determinados “currais eleitorais”, em nada contribuem ao desenvolvimento do setor agrícola. Pelo contrário, as investidas dirigem-se a um setor altamente instruído, tecnificado e tecnológico como o da aviação agrícola. Menos mal que, exatamente por isso, com organização, persistência e olhos abertos, conseguiremos resgatar o que sempre fizemos junto à sociedade brasileira: Contribuir para o desenvolvimento do setor agrícola, com o máximo de eficiência e o mínimo de impacto ambiental.

Infelizmente ainda veremos algumas dessas iniciativas, que se estabeleceram sob o manto da corrupção reinante nos últimos governos, e ainda persistem como recursos agonizantes de políticos despreparados e desesperados ante a probabilidade de terem suas cadeiras, gabinetes e poder amputados por uma sociedade que, queiram eles ou não, inicia um lento mas contínuo processo de fiscalização. Tenho dito que tais ações só tem nos fortalecido, pois vejo hoje todos os envolvidos com a aviação agrícola mobilizando-se via associações, sindicatos, grupos, redes sociais e quaisquer outros meios disponíveis. Como em tudo, sempre existe o lado positivo. Então aproveitemos!