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Oficina prática de prevenção do CPAA-AG movimenta aeroagrícola no RS

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A terça-feira (23) teve atividade do Curso de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – Aeroagrícola (CPAA-AG) na empresa Taguató Aviação Agrícola, em Montenegro/RS. Os 31 alunos participaram de uma prática de inspeção e segurança, avaliando diversos quesitos nas aeronaves, instalações e procedimentos da empresa. Essa é a nona edição do CPAA-AG, que é promovido pelo Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V, que abrange a região Sul do País e tem sede em Canoas/RS.

O curso começou no dia 15 e termina na próxima sexta-feira (26). A turma é composta de empresário aeroagrícola, pilotos e pessoal encarregado da gestão de segurança das empresas, além de integrantes da Força Aérea Brasileira. O currículo abrange gerenciamento do risco na atividade aérea, aspectos jurídicos no acidente aeronáutico, combustíveis e lubrificantes, utilização de agrotóxicos e manutenção de aeronaves, entre outros temas.

PARCERIA

Segundo o chefe do Seripa V, tenente-coronel aviador Carlos Henrique Baldin, o curso foi montado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) a partir de uma base universal de prevenção em acidentes aeronáuticos. “Aqui no Sul ele foi customizado para o setor aeroagrícola, atendendo uma aviação diferente, que atua em lavouras.”

O oficial destaca ainda a importância do apoio do setor na iniciativa. “Temos a participação do Sindag, que já tem também um trabalho de prevenção, a Taguató, que nos cede a estrutura para a atividade prática, e a participação do (empresário) Alan Poulsen (da Taim Aero Agrícola) que deu um dia todo de aula sobre especificidades dessa aviação, desempenho da aeronave e outros aspectos. Uma aula bastante elogiada”, completa Baldin.   

O empresário Luiz Francisco Dietrich, da Taguató, conta que essa foi a quarta edição em que a empresa abriu suas portas para a oficina prática. “É importante auxiliar na segurança do setor. Ao mesmo tempo, temos uma vistoria completa para garantir que estamos com tudo certinho”, brinca, lembrando que todos os anos a empresa passa por fiscalizações do Ministério da Agricultura, Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e outros órgãos.

Para o consulto Agadir Mossmann, trata-se de um momento de inverter papéis. Consultor de documentação para o setor e parceiro do Sindag, ele que normalmente dá cursos sobre o tema – inclusive no projeto Sindag na Estrada, aproveitou a oportunidade para se aperfeiçoar. “É importante ter essa visão de como o órgão enxerga a atividade e o que se busca em termos de segurança. Nunca é demais aperfeiçoar o que a gente sabe”, comenta. “O curso está sendo muito bom, muito importante para todos”, comenta o piloto agrícola Toni Sato. Com 25 anos de experiência na atividade, ele comenta que já tinha noção de muita coisa do curso, “mas com a experiência, a gente tende a relaxar. O aprendizado aqui está sendo importante para perceber o quanto é importante retomar o foco nos detalhes que são justamente o ponto essencial para a prevenção de acidentes.”