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Operadores aeroagrícolas voltam hoje à Câmara de Vereadores de Pindorama/SP

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Empresários da aviação agrícola, pilotos e técnicos, além de representantes das usinas de cana da região de Catanduva/SP devem acompanhar, hoje à noite, a sessão da Câmara de Vereadores de Pindorama/SP. É que a casa deve votar em segundo turno o projeto que pretende proibir o uso de aviões agrícolas nas lavouras do município. A iniciativa, do vereador Rogério Rios (PV), já foi rejeitada em primeira votação, no último dia 3, depois de uma audiência pública ocorrida quatro dias antes (fotos), com plenário lotado por representantes do setor aeroagrícola do Estado e do setor canavieiro.

Agora, o objetivo dos operadores é fazer pressão para que siga prevalecendo o bom senso.

A audiência pública que precedeu a votação havia sido pedida pelo Sindag e pela da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), além do Sindicato Nacional da Industria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindiveg). O encontro ocorreu em 30 de março e as entidades usaram o espaço para chamar a atenção dos vereadores para várias inconsistências do projeto, que em sua justificativa não tem nenhum argumento plausível para a iniciativa. Pelo contrário, corre o risco de provocar um baque econômico e mesmo na segurança ambiental, já que tira de cena uma ferramenta essencial para a cultura da cana e que ainda é altamente regulada.

“A ideia de que o avião provoca contaminação do meio ambiente é completamente absurda e, mesmo assim, ainda nos deparamos com ela em iniciativas semelhantes pelo País”, lamentou o diretor-executivo do sindicato aeoragrícola, Gabriel Colle. A entidade foi representada na ocasião pelo assessor jurídico do Sindag, Ricardo Volbrecht e as vantagens técnicas da aviação foram explicadas também por técnicos como o professor João Paulo Cunha, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) –  um dos coordenadores do programa Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS).

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