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Primeiro curso na nova formatação do CAS foi para operadores privados na Bahia

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   O programa Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) teve um treinamento especial para operadores privados (agricultores que têm seus próprios aviões), na última semana, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. A movimentação ocorreu na segunda e na terça-feira (dias 27 e 28), no salão de convenções do Hotel São Luís e foi patrocinado pela Syngenta. O curso contou com 59 participantes, de 21 propriedades rurais, abrangendo 250 mil hectares, divididos em culturas de soja, algodão e milho.

Atividade teve participação de 59 pessoas representando 21 fazendas

   A atividade ficou a cargo do professor Wellington Pereira Alencar de Carvalho, da Universidade Federal de Lavras (Ufla) e um dos coordenadores do CAS. O currículo aborda temas como tecnologias para controle de gotas (tipos de bicos e atomizadores), condições climáticas, planejamento e organização da segurança operacional e outros assuntos, tratados em dois dias de imersão com atividades pela manhã e à tarde.

   Além da novidade de um curso voltado totalmente para operadores privados, esse foi o primeiro curso do CAS montado dentro da nova formatação do programa (tanto para empresas quanto para privados), que a partir do ano que vem terá apenas uma categoria de participantes: a Certificados.

REFORMULAÇÕES

   Essa foi a segunda reformulação ocorrida desde sua criação, em 2013, e faz parte do programa de aprimoramento do selo de qualidade ambiental, que tem apoio do Sindag. No início, o CAS tinha três etapas de participação: Nível 1, que se referia à documentação em dia; Nível 2, com o curso de boas práticas, e Nível 3, com a vistoria nas empresas – para certificar que as boas práticas ensinadas estavam senso aplicadas (inclusive com as tecnologias adotadas pelos operadores).

   Na reformulação ocorrida entre 2017, passaram a ser considerados apenas dois níveis, o Participante (abrangendo os antigos níveis 1 e 2) e o Certificado (equivalente ao Nível 3). Já de agora em diante, o CAS terá apenas a categoria Certificado: a empresa ou operador privado que quiser aderir precisará ter um representante passando pelo curso de boas práticas para em seguida repassar o conhecimento ao restante do grupo e colocar já tudo em prática.

   Somente depois da vistoria para avaliar se tudo está OK é que o operador receberá o selo do CAS. No entanto, quem até o ano passado estava na antiga categoria Participante, ainda tem até o ano que vem solicitar a avaliação in loco do CAS e ganhar o novo certificado.

VISTORIA E PALESTRA

   A visita do professor Wellington Carvalho a Luís Eduardo Magalhães acabou servindo também para a visita de certificação do CAS à empresa Aeroterra Aviação Agrícola. O trabalho na Aeroterra ocorreu em duas etapas, uma visita na segunda à noite e outra na quarta-feira, durante o dia, para avaliação da empresa.

Visitas à Aeroterra ocorreram na segunda…

… e na quarta-feira, para entrega da certificação

   

   Antes disso, na semana anterior, o coordenador do CAS havia participado de um encontro de técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do paraná (Adapar). Palestrando sobre tecnologias de aplicação e uso de drones na agricultura, o tema Certificação Aeroagrícola entrou na pauta na hora de responder questionamentos sobre a segurança da aviação agrícola.