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Província canadense contrata aeroagrícolas contra incêndios florestais

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   O governo da província de Saskatchewan, no centro-oeste do Canadá, está finalizando os protocolos operacionais para o uso de empresas de aviação agrícola no sistema de combate a incêndios florestais. A ideia é deixar tudo pronto para o verão canadense, que começa no próximo mês – marcando também o início da temporada de incêndios na região.  A notícia foi publicada na última semana pela CBC Rádio Canadá – com informações da agência The Canadian Press.

   Segundo a reportagem, o programa será administrado pelo Ministério (provincial) de Relações Governamentais. As aeronaves do Ministério (provincial) do Meio Ambiente ficarão encarregadas dos incêndios no norte de Saskatchewan e os aviões contratados de empresas ficarão com a primeira reposta contra incêndios no centro e sul da província.

   A Associação de Aplicadores Aéreos de Saskatchewan já conta com 26 pilotos treinados para combate a incêndios. A maioria dos operadores locais utilizam aeronaves turboélice com capacidade a partir de 1,8 mil litros. Segundo os empresários, eles têm capacidade de realizar de quatro a seis lançamentos contra chamas em uma hora, num raio de 30 milhas.

   A última grande temporada de incêndios foi em 2015, quando mais de 200 focos ocorreram em Saskatchewan e nas províncias de Alberta e Colúmbia Britânica.

BRASIL

   A contratação e empresas aeroagrícolas para operações de combate a incêndios é algo que ocorre também no Brasil – que teve em 2018 focos em todo o País, devido a uma temporada mais seca dos últimos anos. Principalmente pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio) para o combate a chamas em reservas e parques federais. O mesmo ocorre com alguns Estados, como São Paulo, que costuma contar com o reforço aéreo tanto no combate às chamas quanto na proteção das equipes de bombeiros em terra.

   Esse tipo de operação é quase sempre realizado de maneira coordenada, com brigadistas em solo lançamentos feitos por aeronaves.

Incêndio na região norte de Saskatchewan, em 2015. Foto: Governo da província