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Quase 40 aeronaves operam contra incêndios que já são o pior desastre natural da história do Chile

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O Chile está vivendo o maior desastre natural de sua história, por conta dos incêndios florestais no centro e no sul do país. As chamas dessa temporada de verão (2016/2017) já destruíram quase 277 mil hectares de florestas – 2,6 mil % mais que a temporada anterior e 547% mais que a média nos últimos 5 anos. E desalojaram milhares de pessoas em regiões no caminho do fogo (veja AQUI).

Três brigadistas morreram e outros três ficaram feridos nas operações, que atualmente contam com 4 mil bombeiros, brigadistas e militares operando em terra e 37 aeronaves no apoio aéreo no combate às chamas, além de caminhões-pipa e maquinário pesado.

AVIÕES AGRÍCOLAS

Na segunda-feira (dia 23), o ministro da agricultura, Carlos Furche, reuniu-se com representantes de entidades do agronegócio para discutir ações emergenciais – tanto de apoio do governo para minimizar prejuízos dos agricultores, como de apoio dos produtores em logística e equipamentos. O que incluiu a disponibilidade de aviões agrícolas para reforçar as linhas de combate às chamas (veja AQUI).

AJUDA INTERNACIONAL

Já ontem (dia 24) chegaram ao Chile quatro especialistas franceses em combate a incêndios florestais, para ajudar os técnicos da Corporação Nacional Forestal (CONAF, equivalente ao Instituto Chico Mendes/ICMBio no Brasil) e do Ministério do interior e Segurança (ONEMI, que coordena o Comitê Nacional de Operações de emergência). Os bombeiros europeus devem avaliar hoje as regiões de incêndio, junto com os técnicos chilenos, para determinarem quais meios e de que forma o governo francês pode ajudar. A ajuda externa foi prometida pelo presidente da França, François Hollande, durante visita ao Chile na última semana (leia AQUI).

O México também deve enviar ajuda, segundo afirmou ontem o presidente do país, Enrique Peña Neto. A ideia é enviar ao Chile 58 bombeiros e técnicos especializados em incêndios florestais, atendendo ao pedido da própria presidente chilena, Michelle Bachelet (AQUI).