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Saldo positivo na participação na Colheita Oficial do Arroz

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    Cerca de 1,2 mil pessoas passaram pelo estande do Sindag na 28ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que terminou na última sexta-feira (23), em Cachoeirinha/RS. Apesar de há anos prestigiar o evento, esta foi a segunda vez em que o sindicato aeroagrícola participou com um estande (no ano passado levou um avião para o local) e o primeiro em que a entidade estava inserida no roteiro das Vitrines Tecnológicas – onde os grupos de visitantes são levados para conhecer as entidades e empresas e as novidades que levaram para a feira. A movimentação começou na quarta-feira e ocorreu na Estação Experimental do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). A promoção foi da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) e do Irga.

    No caso do Sindag, além das apresentações sobre o sindicato, sua abrangência e como opera a aviação agrícola, quem passou pelo estande pode ver uma mostra da alta tecnologia empregada no setor. Assim, produtores, técnicos e até professores de diversos Estados e de países do Mercosul tiveram explicações do funcionamento do sistema DGPS, bicos, sistema eletrostático e até um drone agrícola.

    A Colheita Oficial do Arroz teve três dias de palestras e debates com economistas, representantes do governo Estadual e do Ministério da Agricultura, de entidades ligadas à produção e outras autoridades, além da cobertura completa da imprensa especializada e de homenagens a pessoas que se destacaram na defesa da agricultura. Como sempre, o fechamento foi com a tradicional colheita feita com colheitadeiras levando as principais autoridades presentes – este ano, o trajeto foi do Estande do Sindag até o palco da cerimônia.

    Para o presidente do Sindag, Júlio Kämpf, o balanço foi positivo. “É importante esse contato com os produtores e técnicos para demonstrarmos as tecnologias que avançam ano a ano. Importante também na área política, para nos reunirmos com outas entidades para criarmos uma pauta única para fortalecer o agronegócio”, comentou.

TECNOLOGIAS

    Para o consultor Eugênio Schröder, parceiro do Sindag e que ajudou a receber os visitantes no estande da entidade, a participação do sindicato aeroagrícola nas Vitrines Tecnológicas é mais uma comprovação da relação íntima entre o setor orizícola e a aviação agrícola. “Por várias décadas os orizicultores adotam as aplicações aéreas para assegurar altas produtividades. Por outro lado, o setor aeroagrícola está cada vez mais robusto e modernizado para atender prontamente as necessidades dos agricultores.”

    Na parte de tecnologia, os avanços foram significativos nos últimos anos, especialmente com itens nacionais. Caso do DGPS, das tecnologias de bicos e atomizadores e dos drones, todos com projetos desenvolvidos no próprio Estado e que já são destaque internacional.

    “Entre os DGPS, por exemplo, temos versões completas, avançadas e com manutenção 100% nacional, o que facilita muito a vida dos operadores. O mesmo vale para as outras tecnologias embarcadas”, explica o técnico Carlos Augusto Silva.

    Outro parceiro presente nas apresentações no estande, Cristian Hennig estava encarregado da apresentação do drone de pulverização. “Trata-se de uma ferramenta a mais para os operadores aeroagrícolas. A tecnologia nacional, nesse caso também tem a vantagem de ser adaptada à realidade do campo brasileiro.” Nesse caso, com sistemas em que o aparelho opera automaticamente no polígono traçado e tem uma boa capacidade de complementar o avião em arremates ou substituí-lo em áreas pequenas, entre outras vantagens.  Sem falar no levantamento por imagens, onde pode detectar exatamente a “mancha” onde se precisa fazer uma aplicação aérea.