Colunas

Segurança, Soberania Alimentar e Aviação Agrícola

Na última grande e maior feira de aviação agrícola do mundo a NAAA National agricultural aviation association nos Estados Unidos, escutamos muito os termos Segurança Alimentar, que quer dizer que não podem faltar alimentos, e Soberania Alimentar, que induz os países a ser cada um capaz de produzir alimentos para alimentar seu povo e sobrar excedentes.

O Brasil, como membro da ONU Organização das Nações Unidas, seguiu os preceitos da FAO que é organismo mundial de combate a fome, com status internacional como a OACI, OMS, OMT e outras,  cujos tratados internacionais foram referendados pelo congresso nacional e, por isso, foi colocado no artigo 5º. da atual constituição Brasileira, de 1988, que é um direito fundamental à população brasileira ter alimentos constantemente à disposição em quantidades e qualidade calórica suficientes para a sobrevivência.

Para tanto, cada município Brasileiro hoje tem o COSAN Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, formado por nutricionistas, engenheiros agrônomos, engenheiros de alimentos, e profissionais advindos de órgãos públicos e de produção que verifica em cada unidade da federação as condições locais de produção e distribuição de alimentos, e repassa essas informações as secretarias estaduais de agricultura e delegacias federais do MAPA Ministério da Agricultura, que por fim faz as informações chegarem a Brasília, onde são tomadas as grandes decisões nacionais no que toca ao financiamento, produção e distribuição de alimentos no país, enfim a Segurança e Soberania Alimentar

Por outro lado, vê-se que o agricultor gasta fortunas em arrendamentos ou compras de terras, análises de solos, correções necessárias, depois compra a melhor semente tratada, gasta muito dinheiro no adubo NPK, irriga e cuida com carinho de sua plantação, aplica 3, 4 ou mais vezes caríssimos agroquímicos, se compromete com dívidas e financiamentos em bancos, mais a labuta, o suor e o trabalho para implementar as plantações, e, após esses pesados investimentos passa com máquinas terrestres por cima dessa fortuna investida, amassando, destruindo, quebrando e perdendo grande parte de sua colheita. Impossível entender. É rasgar dinheiro e comida. Gigantesca quantidade dos alimentos destinados a combater a fome no mundo são colocados fora pelo próprio agricultor, contrariando os modernos preceitos de Segurança e Soberania Alimentar.

Do exposto, enxergamos uma grande oportunidade de inserção da aviação agrícola como uma das melhores formas de contribuição para a Segurança e Soberania Alimentar do país, pois trabalhamos contra o desperdício. Devemos todos nós, integrantes dessa importantíssima atividade que é a aviação agrícola nos inserir nos contextos dos órgãos municipais, estaduais e federais e demonstrarmos para essas multidisciplinariedades de profissionais que compões os COSAN de cada município e espraiarmos os benefícios da aplicação aérea em todas as suas modalidades, como uma grande contribuinte para o aumento da produção.