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Sindag assume o comando do Comitê Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola

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Presidente Thiago Magalhães recebeu o cargo ao final do 28º Congresso Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola, no Uruguai, marcando a contagem regressiva para a edição 2020, em Sertãozinho/SP

O presidente do Sindag, Thiago Magalhães, assumiu nessa sexta-feira (9) o comando do Comitê Executivo Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola. Ele recebeu o bastão do presidente da Associação Nacional das Empresas Aeroagrícolas Privadas do Uruguai (Anepa), Julio Placerez. A troca de liderança foi no último dia do 28º Congresso Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola, que teve programação desde a quarta-feira (6), na cidade de Termas del Arapey, no departamento de Salto, no noroeste uruguaio.

Participaram do evento também representantes da Federação Argentina de Câmaras Agro Aéreas (Fearca) e da Organização Internacional da Aviação Civil (Oaci) – órgão das Nações Unidas para o setor, além e autoridades locais, como o ministro da Agricultura uruguaio, Enzo Benech. A programação no país vizinho teve como tema Segurança alimentar com agricultura sustentável e boas prática aeroagrícolas. O evento teve ainda um curso de combate a incêndios com aeronaves.

A transferência do comando do Comitê Mercosul para o presidente do Sindag marca, principalmente, o início da contagem regressiva para o encontro continental de aviação agrícola de 2020, em Sertãozinho, São Paulo (dias 28 a 30 de julho).  Será junto com o Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, organizado pela entidade brasileira e que nos últimos dias 30 de julho a 1º de agosto teve, na mesma cidade, sua edição 2019 – que se tornou o maior evento do mundo no setor aeroagrícola.

Encontro no Uruguai teve representantesda Anepa, Sindag, Ferca (Argentina) e a participação do ministro da Agricultura Uruguaio, Enzo Benech (ao microfone) 

CONGRESSO BRASILEIRO

Vale lembrar que o encontro brasileiro, há pouco menos de duas semanas, teve 3,1 mil visitantes que passaram pelos 143 expositores e acompanharam as 42 palestras e cinco fóruns de discussões – Científico, Político, sobre uso de drones, a respeito da falta de gasolina de aviação (avgas) e de tecnologias de aplicação. Tudo ocupando 9 mil dos 12 mil metros quadrados do pavilhão do Centro de Eventos Zanini. Com direito a mostra de aviões e drones e demonstrações de combate a incêndios com aeronaves agrícolas na parte externa. A programação teve a participação de representantes de 11 países e de 105 empresas aeroagrícolas – mais de 60% das associadas do Sindag e em torno de 40% das 253 empresas do setor existentes no País.

Mais a pauta latino-americana, com troca de experiências em tecnologias, políticas para o setor, modernização nas regras e importância da aviação para ganho de produtividade com segurança ambiental, aumenta ainda mais a expectativa para 2020. O que provavelmente vai atrair também mais países – o Comitê abrange ainda Chile, Paraguai, Colômbia, Bolívia e Equador, além da presença de representantes da Associação Nacional de Aviação Agrícola (NAAA) dos Estados Unidos.

“No evento brasileiro, tivemos, por exemplo, o Fórum Científico, coordenado pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz, no Rio Grande do Sul), que direcionou linhas de pesquisas a serem sugeridas para universidades brasileiras. Isso para atender demandas técnicas e atestar a segurança no setor, já com a proposta de termos desdobramentos no ano que vem, no encontro latino-americano”, explica o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

Isso sem falar nas estratégias de comunicação com a sociedade, para combater os estereótipos existentes sobre a atividade aeroagrícola. “Tema que esteve em pauta no encontro uruguaio e para o qual tivemos ações propositivas no congresso brasileiro, também com desdobramentos previstos para 2020”, assinala Colle. Sem falar nas discussões sobre aeronavegabilidade, segurança de voo, mercado e políticas internacionais.

O Congresso Mercosul e Latino-Americano é revezado a cada ano entre os encontros aeroagrícolas nacionais de Brasil, Argentina e Uruguai. Os três países são fundadores, em 1992, da entidade do Cone Sul – que passou a abranger a América Latina no Congresso Mercosul de 2014, ocorrido em Foz do Iguaçu/PR. Ao mesmo tempo, o Sindag e a NAAA têm desde 2016 um acordo de reciprocidade, com representantes de cada entidade participando nos encontros uma da outra.