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Sindag e BNDES conversam sobre linha para aeronaves e equipamentos

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   O diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, conversou nessa quarta-feira (18) com o superintendente da Área de Operações Indiretas (AOI) do BNDES, Marcelo Porteiro Cardoso, sobre o programa de financiamento lançado este mês pelo banco e que abrange a compra de aeronaves e equipamentos por empresas aeroagrícolas. A reunião foi em Brasília e o objetivo de Colle foi esclarecer algumas dúvidas do setor aeroagrícola sobre o BNDES Agro, que possibilita o financiamento de aviões agrícolas em até 12 anos. Participaram do encontro também os chefes de AOI, Carlos Alberto Viana Costa, e de Suporte, Controle Operacional e Inteligência, Mariana Brandão Soares Maia (foto).

   O diretor do Sindag agradeceu a iniciativa do BNDES em atender a uma demanda importante do setor aeroagrícola brasileiro, que é o segundo maior do mundo. A pedido dos próprios operadores, Colle também indagou os representantes do banco sobre a possibilidade da instituição financiar a compra de alguns equipamentos importados – o que não está previsto no programa de agora. A resposta foi de que tecnicamente isso é possível, mas seria necessário primeiro um estudo por parte do mercado comprovando essa necessidade. O que coloca o tema, ao menos por enquanto, em banho-maria.

PRÓXIMO PASSO

   O BNDES Agro foi lançado no último dia 4 e a contratação dos financiamentos será via BNDES Automático ou BNDES Finame, conforme cada caso. As propostas enviadas pelas instituições que operam essas linhas devem começar a ser homologadas no próximo dia 30 e o prazo do programa vai até o final de junho. O programa permite ainda investimentos em máquinas e capital de giro para agroindústria, equipamentos diversos e outros itens. A possibilidade de financiamento de aviões para operadores aeroagrícolas era uma das demandas levadas há meses pelo Sindag ao Ministério da Agricultura, que fez a interlocução com o banco.

   A frota aeoragrícola brasileira tem 2.115 aviões, segundo dados da Anac referentes a janeiro deste ano. O número representa um crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior e mais de 46% nos últimos 10 anos (veja AQUI). Além da frota, o setor também experimentou um salto gigantesco de tecnologia embarcada. O que inclui, por exemplo, equipamentos que controlam e registram as condições de voo e a precisão em cada linha de aplicação sobre a lavoura, garantem gotas no tamanho certo para cada situação e até controlam a abertura e o fechamento automático do sistema quando o avião está exatamente sobre a área a ser tratada. 

Clique AQUI para ver como funciona o BNDES Agro:

Colle, Cardoso, Mariana e Costa