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Sindag participa de nova audiência sobre o Banhado do Maçarico, no RS

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O empresário Alan Sejer Poulsen, da Taim Aviação Agrícola, representou o setor em mais uma audiência sobre a recategorização da Reserva Biológica Estadual do Banhado do Maçarico, situada no município de Rio Grande, no litoral sul do Rio Grande do Sul. O encontro (fotos) ocorreu na noite de terça-feira (dia 23), na Escola Municipal Marta Angélica, em Rio Grande e foi promovido pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), com apoio da Associação dos Proprietários e Moradores do Banhado do Maçarico.

Segundo Poulsen, que também representa o Sindag como conselheiro na Estação Ecológica do Taim (outra área ambiental próxima), a audiência teve a participação de cerca de 250 pessoas e foi a terceira reunião realizada sobre o tema – para colher opiniões e esclarecer dúvidas da sociedade. O encontro foi coordenado pela secretária adjunta da Sema, Maria Patrícia Möllmann, e a proposta da Sema é transformar a área de 6.253 hectares do Banhado do Maçarico de reserva biológica e passaria a ser um Refúgio de Vida Silvestre.

A etapa da última terça foi o passo seguinte à consulta realizada pela Sema na internet desde novembro do ano passado. Agora deve ocorrer ainda mais uma reunião técnica antes do governador José Ivo Sartori assinar a reclassificação, que ao que tudo indica deve se concretizar.

PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL
Com isso, fica permitida a exploração econômica de forma racional de parte da área. Situação que na verdade sempre ocorreu, já que quando a unidade de conservação foi criada, em 2014, o ato não foi precedido de consulta pública, como exige a legislação. Por isso a Sema se debruçou sobre o assunto em 2016, para regularizar essa situação e foi quando o grupo de trabalho da própria Secretaria propôs a reclassificação.

Se continuasse como reserva biológica, o Estado teria que desapropriar a área e retirar dali todos os produtores. Situação que, segundo Poulsen, já não é a mais adequada nem do ponto de vista ambiental. Um exemplo é o do caminheiro-grande (Anthus nattereri), uma ave que se se beneficia do campo nativo usado para criação de gado (com pasto mais baixo). Além disso, o Estado já tem duas reservas biológticas na região – além do Taim, a do Mato Grande.

Por isso, a ideia agora é contar com a parceria dos produtores para ajudar a manter a área. “O objetivo é continuar a exploração econômica com um manejo sustentável”, resume Poulsen.
Além de ter assento no conselho da Estação do Taim e participar da discussão para preservação da área do Maçarico, o Sindag também é uma das 20 instituições que integram o Conselho Consultivo da Reserva Biológica do Mato Grande, no município de Arroio Grande/RS, e no Conselho do Parque Estadual do Espinilho, em Barra do Quaraí, no sudoeste do Estado.