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Sindag repudia postagens falsas contra o setor aeroagrícola em SP

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    Sindag divulgou neste sábado uma nota oficial em repúdio a postagens disseminadas em redes sociais com informações falsas sobre apreensões de aeronaves em diversas regiões paulistas. As postagens utilizam as mesmas imagens, de uma apreensão ocorrida no último dia 3, pela Polícia Federal, de um carregamento de drogas na cidade de Paraguaçu Paulista. Porém, com informações desencontradas e em alguns casos alteradas de forma deliberada.

    As postagens têm variado conforme o município paulista de onde são disseminadas e, em cada uma, veiculando informações como se a prisão e a apreensão das drogas tivessem ocorridas localmente e envolvendo empresas de sua região. O que, de maneira irresponsável e até criminosa tem provocado constrangimento a operadores, pilotos outros profissionais e suas famílias.  

Segue a nota:

NOTA DE REPÚDIO

    O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) lamenta que um fato positivo como a apreensão de 1,2 mil quilos de drogas e a prisão em flagrante das pessoas que a estariam traficando com um avião, ocorrida no último dia 3 de março, em Paraguaçu Paulista, esteja sendo usado de maneira leviana e em alguns casos até criminosa na geração e disseminação de notícias falsas na internet sobre o setor aeroagrícola de São Paulo.

    Na ocasião, em um louvável trabalho da Polícia Federal, a carga de drogas foi monitorada desde sua saída do Mato Grosso do Sul até a prisão em flagrante em território paulista. O avião envolvido (e apreendido) nesse caso foi um modelo Air Tractor, de fabricação norte-americana, do tipo usado em operações agrícolas e que estava com situação irregular junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), conforme consulta no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).

    O problema é que, desde então, imagens da apreensão divulgadas na imprensa vêm sendo usadas em postagens feitas de maneira irresponsável por internautas de diversas regiões paulistas, nesses casos indicando se tratar de aeronaves que operam em lavouras de seus municípios e muitas vezes dando a entender que o crime foi cometido por empresas locais. Atitude que tem gerado constrangimentos para empresários e pilotos, além de seus familiares.

    Salientamos que a geração ou a disseminação de notícias ou acusações falsas pelas redes sociais são passíveis de processos judiciais e até prisão e que os responsáveis podem ser localizados em investigações.  

    Lembramos também que São Paulo possui a terceira maior frota aeroagrícola do País, com 312 aeronaves, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Tudo dentro de uma das melhores aviações agrícolas do mundo, que é a brasileira. Além de ser a única ferramenta para o trato de lavouras com regulamentação própria e altamente fiscalizada no País, em São Paulo o setor é bastante atuante no combate a incêndios florestais em áreas de preservação, como toda a sociedade paulista pôde conferir nos noticiários de 2017.

    Também fica em São Paulo a sede do primeiro (e até agora único) programa independente de certificação ambiental do setor aeroagrícola no País, que já abrange praticamente 100% da frota do Estado e é administrado por três universidades públicas.

    Para completar, foram lavouras atendidas pelo setor aeroagrícola (cana, cítricos, soja e florestas comerciais) que em 2017 ajudaram a salvar a balança comercial paulista, com um saldo positivo de US$ 10,7 bilhões nas exportações do agronegócio até setembro.

    O Sindag tem trabalhado arduamente para a aproximação do setor aeroagrícola da sociedade, pela transparência e boas práticas do setor. Como todos os seus associados e os demais operadores aeroagrícolas e qualquer cidadão de bem do País, somos favoráveis ao cumprimento das leis e a punição severa para quem trafica drogas ou armas ou comete qualquer crime contra a vida.

    Assim como repudiamos de forma veemente quem se utiliza das redes sociais de maneira irresponsável ou deliberada para produzir ou disseminar informações que ataquem a honra de quem trabalha dentro da lei.

Júlio Augusto Kämpf

Presidente