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Tereza Cristina defende a aviação agrícola no Ceará

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A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu a segurança da aviação agrícola na segunda-feira, durante a visita a Fortaleza. Segundo o jornal O Povo (o maior da capital cearense), ao se referir à Lei Estadual 16.820/2018, que proibiu a pulverização aérea de defensivos no Estado, a ministra comentou: “Pulverização aérea é uma das mais seguras que têm, é claro, se bem aplicada. Para a banana, principalmente, é fundamental. Será que não querem produzir banana, exportar banana? Acho que isso é uma coisa altamente técnica, tem que ser discutida e o Ministério da Agricultura é contra essa ação radical de simplesmente proibir. Nós podemos fazer de maneira correta, mas não proibir a pulverização.”

Tereza Cristina foi a Fortaleza para participar do Seminário do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) para gestores públicos e agroindustriais, no auditório do Banco do Nordeste (BNB). Ela abriu o evento e entregou certificados de adesão do Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e do Município de Mossoró (RN) ao Sistema. Só no Ceará, 144 produtores podrão vender sua produção ao exterior.

A ministra também se reuniu com produtores e empresários do Estado e, à tarde, teve ainda um encontro com o governador Camilo Santana (PT). O chefe do Executivo do Estado comentou em suas redes sociais que conversou com a ministra, “entre outros assuntos, sobre ações para impulsionar o desenvolvimento econômico da Região Nordeste”.

PERDAS

A polêmica em torno da norma vem desde a sua discussão na Assembleia Legislativa –envolvendo ainda questões agrárias do Estado, passando também pela sua aprovação em um mutirão de votações na última sessão do Legislativo, em dezembro de 2018. Desde então, o setor produtivo vem protestando contra a norma, que aumentou a quantidade de pulverizações de defensivos (agora por via terrestre) necessárias para o trato de lavouras. Especialmente a banana, essencial à economia do Estado e onde a quebra de produção já chegou a 15%, com aumento de 20% no preço da fruta para o consumidor.