Imprensa

Thrush Aircraft se une a empresa de drones para criar aeronave autônoma de combate a incêndios

/ /

      Depois de um 2017 com uma das piores temporadas de incêndios florestais da história nos Estados Unidos, principalmente na California, a fabricantes de aviões agrícolas Thrush Aircraft e a de sistemas não tripulados Drone America anunciaram neste mês parceria para desenvolver o primeiro avião não tripulado do mundo concebido para combate a incêndios. O objetivo é criar uma aeronave autônoma com capacidade para 3 mil litros de água ou retardante. O drone terá que ter ainda capacidade para voos de vigilância tática de longa duração, informando em tempo real a bombeiros e coordenadores de operações as condições das chamas.

      Além disso, a expectativa é de que nos teatros de operações os drones trabalhem em conjunto com os aviões tripulados, mas sendo usados principalmente em operações noturnas, quando há mais riscos para os pilotos. O resultado deverá ser um aparelho que, de um lado, tenha a robustez, tradição e confiabilidade que a empresa de Albany, Georgia, coloca em seus 2,1 mil aviões agrícolas espalhados por cerca de 80 países e no modelo 510G Switchback, de combate a incêndios. Isso ampliando, por outro lado, a tecnologia e inovações do anfíbio Ariel, hoje uma das vedetes da fabricante situada em Reno, Nevada.

ENTUSIASMO

      Conforme o presidente da Drone America, Mike Richards, o entusiasmo é grande com a união de forças. “Acreditamos que sistemas autônomos altamente confiáveis ​​e bem integrados podem melhorar muito a segurança pública e ambiental. A união com a Thrush representa um grande passo nesse sentido”, comentou, no anúncio oficial feito pelas duas empresas. Por parte da Thrush, o presidente Payne Hughes ressaltou que a empresa tem muito a colaborar pelas suas capacidades de design, fabricação e teste de voo para uma nova geração de aparelhos autônomos. “Não poderíamos estar mais satisfeitos com essa nova parceria em andamento”, completou.

      Além dos drones para combate a incêndios, a união da Thrush com a Drone America deve resultar também em plataformas remotas para transporte de cargas pesadas para operações de ajuda humanitária, atendimento a desastres, patrulha marítima e outras missões. Outras expectativas giram em torno da reformulação das estratégias de atendimento a desastres, segurança pública e a própria integração das aeronaves não tripuladas no sistema de controle de tráfego aéreo do país.

Parceria deve unir a tecnologia e inovações do drone anfíbio Ariel…

…com a robustez, confiabilidade e tradição presentes no Thrush 510G

OUTRAS PARCERIAS

      As parcerias entre empresas de drones e fabricantes de aviões tem uma sido tendência crescente pensando em plataformas para diversas atividades. No próprio setor aeroagrícola, em 2016 a também norte-americana Air Tractor (maior fabricante de aviões agrícolas do mundo) anunciou a intenção de desenvolver drones para agricultura. E o primeiro passo foi dado em maio daquele ano, com a aquisição da startup Hangar 78 UAV e na contratação de seu sócio-gerente, Wes Hall, para comandar o projeto.

      Em outros setores, egundo o portal da Associação de Proprietários e Pilotos de Aeronaves dos EUA (AOPA), a própria Embraer já teria sido sondada pela gigante Uber (do aplicativo para carros e passageiros) sobre a possibilidade de se desenvolver um aparelho autônomo para transporte aéreo de pessoas nas cidades. Assim como, segundo a AOPA, a Uber teria sondado também a fabricante norte-americana de a helicópteros Bell, a gigante Boeing (que comprou a fabricante de drones Aurora e está projetando um drone de carga) e outras.

      Sem falar em projetos como o helicóptero autônomo de passageiros que a Sikorsky vem desenvolvendo desde 2010 (mesmo depois que a empresa foi comprada pela Lockheed Martin, em 2015).