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Thrush inicia translado para o Brasil do primeiro avião da nova fase da empresa

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O Brasil é o destino da primeira aeronave Thrush saída da fábrica após a reestruturação da empresa em Albany, no estado norte-americano da Geórgia. O voo de translado começou nessa terça-feira (3) e a entrega do avião, um 510G (S2R-H80) será para um produtor rural do Estado da Bahia. O mercado aeroagrícola brasileiro é o segundo maior do mundo e a Thrush está voltando depois de um período de turbulência que teve um processo de recuperação judicial, demissão de funcionários (que agora foram readmitidos) e troca de lideranças e sócios.

Flashes de cada etapa do translado podem ser acompanhados na página da Thrush do Brasil no Facebook (clique AQUI para acessar)

Modelo 510G partiu de Albany nessa terça rumo à Bahia – da dir para esq, o diretor finacieor da Thrush, Clint Hubbard (CFO); o presidente da Thrush do Brasil ,Jim Cable; o CEO, Mark McDonald, e John Graber (Conselho de Administração)

Os novos planos da empresa foram anunciados em novembro, durante a convenção da Associação Nacional de Aviação Agrícola dos Estados Unidos (NAAA), a AG Aviation Exp, ocorrida em Orlando, Flórida. O Sindag esteve presente na feira, representado pelo presidente Thiago Magalhães, o vice, Jorqe Toledo, e o diretor-executivo Gabriel Colle. Eles conversaram com o novo presidente e CEO da Thrush, Mark McDonald, e reforçaram a aproximação com a empresa, junto com o presidente da Thrush no Brasil, Jim Cable. “O contato foi muito positivo. Esperamos que eles venham forte para o Congresso no Brasil em julho do ano que vem”, destaca Colle – referindo-se ao Congresso Mercosul e Latino-Americano de Aviação Agrícola, em Sertãozinho/SP.

Colle com o presidente Mark McDonald: parceria reforçada nos EUA para o congresso brasileiro

“Estaremos no evento brasileiro, com certeza”, garante Jim Cable. O representante da Thrush no País também conta que a empresa ainda pretende promover um encontro especial com seus clientes brasileiros para repassar pessoalmente informações de todo o processo de recuperação e seus novos planos. “Não fizemos ainda porque os operadores entraram em período de safra, mas vamos ajustar.”

FÔLEGO

Sobre as mudanças na sede nos Estados Unidos, a entrada de McDonald no comando geral da empresa, no início de novembro, marcou o início da terceira e última etapa do plano de recuperação da Thrush. O foco agora é aumentar as entregas e melhorar o suporte ao produto. Além disso a empresa que expandir a presença, especialmente nos Estados Unidos, no setor de combate a incêndios.
O trabalho para reerguer a Thrush começou a ser esboçado em 2018, quando a fabricante passou a apresentar os primeiros sintomas de que algo não ia bem. O próprio presidente da unidade no Brasil foi para os Estados Unidos ajudar no processo.

“A empresa tem fôlego de sobra, porque o produto é excelente e o mercado é bom”, destaca Cable, sublinhando o otimismo da empresa. Some-se a isso o fato dos indicadores brasileiros apontarem uma tendência de ascendente no crescimento de aeronaves turboélices no País. Isso porque estaria ocorrendo por aqui o fenômeno verificado a partir dos anos 80 nos Estados Unidos (maior mercado mundial do setor), onde os aviões turbos ultrapassaram a quantidade de aeronaves a pistão (hoje são 81% da frota). No Brasil, o segmento pulou de 7,27% para 16,64% entre 2011 e 2018.