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Uso de aviões contra mosquitos foi tema de encontro no Ministério da Saúde

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    O projeto do uso de aviões contra mosquitos deverá ser tema de um workshop no segundo semestre, entre representantes do Sindag, técnicos do Ministério da Saúde e pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). A informação foi ventilada na última quarta-feira (dia 9) em uma reunião entre o presidente do sindicato aeroagrícola, Júlio Kämpf, e representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério. O encontro ocorreu em Brasília e Kämpf estava acompanhado dos assessores parlamentares da entidade José Cordeiro de Araújo e Pietro Rubin.

    A reunião foi o capítulo mais recente de uma série de conversas que se intensificaram desde 2016, depois que o Brasil fechou 2015 um recorde de mais de 1,6 milhão de casos de dengue no País, além e 7,7 mil casos de suspeita de microcefalia causada pelo vírus zika – também transmitido pelo Aedes aegypti. Atualmente, o tema está sendo discutido em um grupo de trabalho formado por técnicos da Secretaria e da UnB.

PROJETO

    Desde 2004, a proposta do Sindag é de que o uso de aviões seja testado para uso em áreas com epidemia de doenças causadas pelos insetos – atualmente, dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Isso segundo uma técnica hoje me dia usada em diversos países, como Estados Unidos (desde os anos 1920), MéxicoArgentina e até na França e Espanha. E que já teve um exemplo de sucesso em 1975, quando o uso de aviões ajudou a eliminar infestações de mosquitos que causaram um surto de encefalite em municípios da Baixada Santista, em São Paulo.

    A ideia é que sejam aplicados pelo ar os mesmos produtos hoje usados em terra nos chamados fumacês. Com a vantagem de que, aplicados de cima, teriam alcance sobre áreas longes das vias públicas, fundos de terrenos baldios, construções abandonadas e outros pontos. O que poderia significar menos aplicações, já que evitaria o retrabalho causados pelas reinfestações. Além disso, os aviões poderiam aplicar também bactericidas biológicos, atingindo os mesmos pontos de difícil acesso, além de eventuais ponde de água acumulada em telhados, lajes ou calhas sobre prédios e edifícios.

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Júlio Kämpf conversou com técnicos da Saúde que informaram sobre o andamento dos trabalho